sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Cine Com Tour UEL: A Garota de Mônaco

Sexta-feira e o Cine Com Tour UEL vem com a estréia do longa francês " A Garota de Mônaco". As sessões são exibidas diariamente às 20h30 e no sábado e domingo também  às 16h00. Vale lembrar que neste feriado o filme será exibido as 16h00 também. 

A entrada custa 8 reais (inteira) 4 reais (meia). E no dia estréia o ingresso é sempre 4 reais. A Garota de Mônaco ficará em exibição até o dia 05 de novembro.
 



 A Garota de Mônaco

(La Fille de Monaco, 2008)


Sinopse:
 Bertrand (Fabrice Luchini) é um famoso advogado que chega a Mônaco e passa a ser protegido pelo guarda-costas Christophe (Roschdy Zem) para defender uma criminosa. No paradisíaco principado, ele conhece Audrey (Louise Bourgoin), uma sexy garota do tempo de uma emissora de TV. Fascinado pela beleza da moça e cada vez mais seduzido por ela, Bertrand prefere não ouvir os conselhos de Christophe e não se dá conta do que a presença da garota pode causar em sua vida.


 
FICHA TÉCNICA
Diretor: Anne Fontaine
Elenco: Fabrice Luchini, Roschdy Zem, Louise Bourgoin, Stéphane Audran, Gilles Cohen, Alexandre Steiger, Philippe Duclos, Jeanne Balibar.
Produção: Philippe Carcassonne, Bruno Pésery
Roteiro: Anne Fontaine, Benoît Graffin
Fotografia: Patrick Blossier
Trilha Sonora: Philippe Rombi
Duração: 95 min.
Ano: 2009
País: França
Gênero: Drama
Cor: Colorido
Distribuidora: Imovision
Estúdio: Soudaine Compagnie
Classificação: 14 anos
Áudio: Francês
Legenda: Português
   
CURIOSIDADES
- A diretora Anne Fontaine é mais conhecida pelos seus trabalhos como atriz.
 
PRÊMIOS
- Indicado ao César de Melhor Ator Coadjuvante (Roschdy Zem) e Atriz Revelação (Louise Bourgoin)  

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

REGULAMENTO MOSTRA ARTES VISUAIS 2010

1. Estarão abertas, de 13/10/09 a 13/11/09 as inscrições para mostras de artes visuais, para o ano de 2010, na Sala de Exposições da Divisão de Artes Plásticas - Casa de Cultura - UEL a quaisquer artistas interessados em expor no referido espaço.


2. INSCRIÇÃO

2.1. Os interessados farão sua inscrição mediante preenchimento de ficha fornecida pela D.A.P., devidamente assinada, acompanhada de:

a) Documentação fotográfica em cores (fotos) de 05 (cinco) trabalhos recentes, contendo cada um, especificações no verso ou em folha anexa (nome do artista, data, título, técnica, dimensões da obra e demais dados que se julguem necessários).

b) Dados curriculares completos, com endereço, telefone para contato e e-mail.

c) Texto explicativo e/ou crítico da mostra pleiteada; proposta com a qual se compromete apresentar.

2.2. Não serão aceitas obras para efeito de inscrição.

2.3. O material acima especificado deverá estar contido em envelope apropriado, com o nome do artista e ser dirigido à:

DIVISÃO DE ARTES PLÁSTICAS
CASA DE CULTURA/UEL
AV. JK, 1973
LONDRINA-PR
CEP:86020-000

2.4. O material acima poderá ser enviado pelo correio com data de postagem até 13 de novembro de 2009, inclusive.

2.5. Os artistas que queiram se inscrever diretamente na D.A.P., deverão se dirigir ao endereço mencionado no item 2.3 no horário das 8:00 às 12:00 e das 14:00 às 18:00 horas, de segunda a sexta-feira.

2.6. Informações gerais podem ser obtidas no mesmo horário e local ou pelo telefone (43) 3322-6844 e-mail: dap@uel.br


3. DISPOSIÇÕES GERAIS

3.1. As exposições na Sala da Divisão de Artes Plásticas funcionam de segunda a sexta-feira, das 08:00 às 12:00 e das 14:00 às 18:00 horas.

3.2. Por ter objetivo cultural, a D.A.P. não trabalha a comercialização das obras expostas, podendo no entanto, facilitar o contato entre os interessados e o artista.


3.3. O artista poderá, caso queira, designar uma pessoa para comercialização das obras.

3.4. A Divisão de Artes Plásticas oferece:

a) Divulgação do evento nos meios de comunicação local, e correio virtual.

b) Organização, montagem e desmontagem da exposição.

3.5. Os artistas plásticos selecionados se comprometem a:

a) Entregar e retirar as obras a serem expostas nas datas e prazos estabelecidos pela Divisão de Artes Plásticas/Casa de Cultura/UEL.


b) Fornecer equipamentos e materiais específicos, eventualmente previstos e não disponíveis na D.A.P.


c) Entregar material para divulgação 30 dias antes da abertura do evento.


d) Expor os trabalhos que foram apresentados e selecionados pela comissão.


e) Manter o compromisso da exposição com a Divisão de Artes Plásticas.


f) Responsabilizar-se pelos encargos relativos à embalagem, transporte e seguro, quando for o caso.


4. SELEÇÃO

A seleção será realizada por comissão designada e composta pela chefe da Divisão de Artes Plásticas, e dois profissionais da área, convidados.

5. Casos omissos, não contidos neste regulamento serão resolvidos pela D.A.P./Casa de Cultura/UEL.


6. O ato de inscrição implica na plena aceitação das normas constantes deste Regulamento.


7. CRONOGRAMA

Inscrição: 13/10/09 a 13/11/2009

Seleção: 16/11/2009

Divulgação dos Selecionados: a partir de 17/11/2009

Início Calendário Exposições: 11/03/2009


FICHA DE INSCRIÇÃO
DADOS DO ARTISTA


Nome completo:_________________________________
Endereço: ______________________________________
CEP: __________________________________________
Cidade/Estado: __________________________________
Telefone: ______________________________________
E-mail:________________________________________
Obs: __________________________________________
______________________________________________


DADOS DA EXPOSIÇÃO
Individual ( ) Coletiva ( )
N.º de trabalhos a serem expostos: __________________
Como serão apresentadas as obras: __________________
__________________________________________________________________________________________________________________________________________


ANEXOS
Curriculum ( )
Texto de apresentação ( )
Docum. Fotográfica ( )
N.º de fotos: _____________________
Londrina,_____de____________de________.

____________________ _______________________



Divisão de Artes Plásticas
3322 6844

Casa de Cultura da UEL – Artes Plásticas abre inscrições para Mostra de Artes Visuais

Estão abertas as inscrições para a Mostra de Artes Visuais de 2010 da Casa de Cultura da UEL. As inscrições são destinadas a todo e qualquer artista interessado em expor seu trabalho no espaço.

Os interessados podem retirar a ficha de inscrição nesse blog ou direto na Casa de Cultura Artes Plásticas (Av. JK 1973). O candidato deve preenchê-la e anexar cinco fotos coloridas de trabalhos realizados recentemente, o currículo, além de um texto descrevendo a proposta do trabalho que deseja apresentar.

O material deve estar reunido em um envelope e endereçado para Casa de Cultura UEL - Divisão de Artes Plásticas Av. Jk 1973, Londrina PR, Cep 86 020 000. As inscrições podem ser feitas até dia 13 de novembro e o material precisa ser encaminhado até essa mesma data de postagem.

A Divisão de Artes Plásticas oferece divulgação da exposição, além da organização, montagem e desmontagem da mesma. Como é um espaço cultural, não objetiva a comercialização. De qualquer forma, a mostra é uma forma de contato com outros artistas, além de pessoas interessadas no assunto.

A seleção será feita no dia 16 de novembro pela Chefe da Divisão de Artes Plásticas – Fernanda Magalhães - e mais dois artistas convidados. O resultado será lançado dia 17.

O início do calendário da Mostra de Artes Visuais é em março de 2010.

Mais informações pelo telefone 3322 6844 ou pelo e-mail dap@uel.br



Assessoria de Imprensa

Casa de Cultura UEL _ Artes Plásticas

3322 6844

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Diretor do Grupo Neuma participa da II Semana de Música Antiga da UFMG


Elimar Plínio Machado, diretor do Neuma Ensemble Universitário de Música Antiga, está em Belo Horizonte participando da II Semana de Música Antiga, realizada entre os dias 27 de outubro e 02 de novembro na Escola de Música da Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG.
O músico é um dos convidados que se apresentou junto com o Coro de Câmera da Escola de Música da UFMG, na Ópera La Descente d´Orphée aux Enfers, de Marc-Antoine Charpentier no dia 25 de outubro na Casa da Ópera de Ouro Preto. Elimar Plínio Machado irá se apresentar novamente com Coro no dia 27 às 20h na Casa de Ópera de Sabará.
Elimar também fará uma visita comentada aos núcleos históricos de Catas Altas e Santa Bárbara com o tema "Decoro engenho e maravilha nos povoados, largos e igrejas de Catas Altas e Santa Bárbara". O músico que trabalha com a música antiga desde 1982 pretende com esta oportunidade trazer pra Londrina outros conhecimentos do que se realiza atualmente na pesquisa da música histórica brasileira do período colonial.
Depois embarca para o Rio de Janeiro para a gravação do CD de Ars Nova Italiana com o Grupo Atempo, que recentemente se apresentou em Londrina nas comemorações dos 14 anos dos trabalhos de música histórica na Casa de Cultura - UEL através do Neuma.
O Atempo também se apresenta com Elimar Plínio em um concerto no Museu Imperial no dia 08 de novembro, em Petrópolis - RJ.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

BEM-VINDO ESTREIA NO CINE COM-TOUR UEL




CASA DE CULTURA UEL, DIVISÃO DE CINEMA E VIDEO E CINE COM-TOUR/UEL APRESENTAM DE 23 A 29/10, ÀS 20H30 (SÁBADOS, DOMINGOS E FERIADOS TAMBÉM ÀS 16H)


Sinopse:
O filme conta a história de um jovem imigrante do Curdistão, Bilat (Firat Ayverdi), em fuga da guerra do Iraque e a caminho da Inglaterra para reencontrar sua namorada. Quando chega à França, porém, é impedido pelas autoridades de atravessar o Canal da Mancha. Ele decide, então, atravessá-lo a nado. Detalhe: o rapaz não sabe nadar. Simon (Vincent Lindon) é professor de natação, um acomodado europeu classe-média, divorciado e indiferente às questões sociais ao seu redor. Marion (Audrey Dana) é a ex-mulher de Simon, ativista e defensora dos direitos dos imigrantes. Começa então a amizade entre o imigrante e o professor de natação, que resolve ensinar ao jovem as primeiras braçadas. De maneira sutil e elegante, o filme vai registrando uma série de conflitos, sejam eles religiosos, étnicos ou humanitários.



Elenco
Vincent Lindon ... Simon
Firat Ayverdi ... Bilal
Audrey Dana ... Marion
Derya Ayverdi ... Mina
Thierry Godard ... Bruno
Selim Akgul ... Zoran
Firat Celik ... Koban
Murat Subasi ... Mirko
Olivier Rabourdin ... Lieutenant Caratini
Yannick Renier ... Alain
Mouafaq Rushdie ... Le père de Mina
Behi Djanati Atai ... La mère de Mina
Patrick Ligardes ... Le voisin de Simon
Jean-Pol Brissart ... Le juge


· Informações Técnicas
Título no Brasil: Bem-Vindo
Título Original: Welcome
País de Origem: França
Gênero: Drama
Tempo de Duração: 110 minutos
Ano de Lançamento: 2009
Estréia no Brasil: 10/07/2009
Estúdio/Distrib.: Imovision
Direção: Philippe Lioret


quarta-feira, 21 de outubro de 2009

OSUEL CÂMARA DIA 23 DE OUTUBRO


Dia 23 de outubro (sexta-feira) a Casa de Cultura UEL promove novo concerto de Câmara da Orquestra Sinfônica da Universidade Estadual de Londrina (OSUEL) no Cine Teatro Universitário Ouro Verde, às 20h30 com entrada livre. A apresentação será do quarteto de cordas constituído por Flávio Collins (I violino), Wagner Costa (violino), Jhonatan dos Santos (viola) e Priscilla Souza (violoncelo) que irá interpretar composições de Franz J. Haydn e W. A. Mozart.

  
De Haydn serão interpretadas Divertimento para Cordas em Ré Maior e Quarteto Nº 61 em Ré Menor. A primeira é uma obra com características próprias que o diferencia dos quartetos de cordas. Já os quartetos de Haydn catalogados como Opus 76 foram compostos entre 1796 e 1797 atendendo à solicitação do Conde Joseph Erdödy e constituem-se no último conjunto de quartetos de cordas feitos pelo autor.
 
De Mozart será interpretada Adágio e Fuga. Em 1783, Mozart teve um contato profundo com a música contrapontística de Bach. Entusiasmado, ele estudou intensamente a obra do mestre alemão e compôs muitas obras no estilo contrapontístico, entre elas a Fuga para dois pianos e adágio. 
 
A Orquestra Sinfônica da Universidade Estadual de Londrina foi criada oficialmente em 14 de março de 1984 com os objetivos de interpretar e difundir o repertório sinfônico tradicional e contemporâneo com ênfase na música brasileira e dar suporte às atividades acadêmicas dos cursos ligados à área de música, através de integração com o ensino, pesquisa e extensão. É formada por músicos profissionais contratados mediante concurso público.

Concertos Didáticos para escolas públicas

Amanhã, 22 de outubro, ás 10h00 os alunos da Escola Municial José Garcia Villar irão ter a oportunidade de apreciar o ensaio da Orquestra Sinfônica da UEL, a OSUEL no Cine Teatro Ouro Verde, com um repertório musical sob a regência da maestrina Elena Herrera. O ensaio também é aberto ao público com entrada livre.

A apresentação integra o projeto  “Concertos Didáticos”, uma ação promovida pela Casa de Cultura UEL com o objetivo de difundir o conhecimento sobre a música orquestral entre alunos e professores das escolas de Londrina.

As escolas e pessoas interessadas em inscreverem-se no nosso projeto devem ligar no telefone 3322-5224 ou enviar email para divisaomusica@uel.br .

Vencedora do 51º Prêmio Jabuti participa do reocupAÇÃO da Casa de Cultura da UEL


Artista Lygia Eluf conquista o prêmio com caderno de desenho de Tarsila do Amaral

Cabelos curtos, em tons acinzentados, um brilho no olhar e uma simpatia de conquistar qualquer um: assim é Ligia Eluf, pintora, artista plástica, professora do Instituto de Artes da Unicamp, e a mais nova vencedora do prêmio Jabuti. Ela elaborou e idealizou um projeto sobre desenhos da artista modernista, reunidos em um antigo caderno, que nunca haviam sido publicados até então. A obra “Tarsila do Amaral” foi contemplada com o terceiro lugar na Categoria Arquitetura e Urbanismo, Fotografia, Comunicação e Artes do 51º Jabuti, considerado um dos maiores prêmios da literatura, senão o maior.
A relíquia estava armazenada na casa de amigos italianos de Lygia Eluf que mantiveram durante muitos anos no Brasil, a Galeria Collectio, uma importante casa de leilões, inaugurada na década de 1970. O dono era o patriarca italiano que comprava acervos de artistas e ao longo dos anos reuniu um vasto material nessa casa. Dentre eles, estavam quase que escondidos, os pequenos cadernos de Tarsila do Amaral.
Diante da importância do material para a história da arte brasileira, Lygia Eluf teve acesso aos cadernos e tentou vendê-lo para museus e acervos de arte no Brasil, mas não obteve sucesso. Ninguém se interessava. Ela, inquieta, resolveu tornar público os desenhos.
Juntamente com o fotógrafo Fernando Chaves, Lygia Eluf produziu o material sobre os cadernos de Tarsila do Amaral e levou a proposta para as editoras. A editora da Unicamp aceitou publicá-lo, e em parceria com a Imprensa Oficial do Estado de São Paulo (Imesp), tornou a obra mais acessível, desejo da organizadora. “Eu queria que ficasse barato, que qualquer pessoa pudesse comprar. Diferente de outras obras sobre arte que são muito mais caras”, defende Lygia. E conseguiu. A obra custa 35 reais, o que para o universo dos livros sobre arte, é considerado de baixo custo.
A coordenadora editorial revela que ficou muito feliz com a conquista do prêmio Jabuti. “Eu competi com grandes produções, livros maravilhosos. E o meu, simples e pequeno, ganhou!”, brinca. Lygia reforça que o projeto para a concretização da obra foi ousado. Era uma proposta editorial diferente, um caderno de desenho transformado em livro e tratado como tal.
A artista salienta que ler desenhos exige calma, e as pessoas hoje não têm tempo para isso. Talvez, esse seja um dos motivos que levam ao descrédito depositado nas artes quanto a valorização do desenho como meio de conhecimento. Quando as pessoas lhe perguntam “Você ganhou o mesmo prêmio Jabuti que o Moacir Scliar?”, Lygia desdenha, “ele ganhou o dele, eu, o meu”.
O reconhecimento desse trabalho é um passo importante para a reflexão sobre a importância das artes, nesse caso, do desenho, como instrumento para educação visual.
O livro “Tarsila do Amaral” é composto por desenhos da artista modernista, além de um pequeno texto biográfico elaborado por Antonio Carlos Rodrigues, (conhecido como Tuneu), que foi aluno de Tarsila e convidado a escrever algumas linhas sobre a artista. Além dele, foram convidados outros professores que formam o conselho editorial da Coleção Cadernos de Desenho idealizados por Lygia Eluf: Luise Weiss, Paulo Mugayar Kühl e Edith Derdyk. A obra de Tarsila é uma dos livros que compõe a coleção da editora da Unicamp. Em breve, outros artistas terão seus cadernos de desenhos publicados também, como Eliseu Visconti, pintor italiano.
Ter pequenos cadernos particulares é comum entre os artistas e pintores. Lygia Eluf possui duas estantes em casa, em Campinas, recheados de cadernos com anotações, desenhos e pinturas, que a acompanham em todo lugar. “Lá tem muitos traços da minha vida. Quem sabe um dia, resolvo publicá-los. Vou começar com os dos grandes artistas, depois penso nos meus”, brinca.
A premiação do 51º Prêmio Jabuti será dia 4 de novembro, em São Paulo e Lygia está ansiosa. “Estou em dúvida se compro um vestido novo ou não (rs). Só tenho certeza que vou me emocionar muito”, revela.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

(des)Ocupação reocupAÇÃO



Atividades coletivas abrangem performance, desenho, gravura, fotografia, paisagem e estarão abertas à participação do público londrinense




Acontece na Casa de Cultura UEL_Artes Plásticas, no espaço da Av. JK, 1973, o projeto (des)Ocupação reocupAÇÃO. O evento tem como objetivo promover novas manifestações artísticas a partir das produções que foram realizadas, no ano passado, dentro do projeto intitulado “(des)Ocupação”, durante a mudança da Cada de Cultura_UEl do antigo endereço da Rua Mato Grosso.


A abertura do (des)Ocupação reocupAÇÃO será dia 21, às 19h na Casa de Cultura UEL_Artes Plásticas, Av. JK, 1973, e vai contar com a presença de vários artistas, dentre eles, Lygia Eluf, Iara Camargo Strobel, Fábio Gatti , Nenê Jeolás, Rodrigo Grota e Valquir Fedri, artistas convidados no (des)Ocupação, além do Coletivo Manada, grupo que desenvolve ações artísticas como performances, instalações, projeções e intervenções interativas em parceria com a Casa de Cultura, e da KINOARTE, Instituto de Cinema e Vídeo de Londrina. O evento também vai contar com a presença do curador e Diretor do Centro de Artes Visuais da FUNARTE, Ricardo Resende.
A proposta do (des)Ocupação reocupAÇÃO, é encher de arte, o que já respira arte. Esta intervenção convida artistas, alunos e demais pessoas envolvidas com alguma produção artística a adentrar a Casa e ocupar este espaço com desenhos, gravuras, pinturas, projeções, colagens, performances, fotografias, sons e ritmos.
O (des)Ocupação, evento realizado em dezembro de 2008 e o (des)Ocupação reocupAÇÃO, a se realizar de 19 a 22 de outubro, promovidos pela Casa de Cultura UEL_Artes Plásticas, trazem o espírito reflexivo e inovador, pensando nos processos artísticos de modo ativo e dinâmico, mexendo com as sensações e percepções, além de instigar o pensamento humano.
Atividades coletivas - A ação de ocupar esse espaço, já começa nos dias que antecedem a abertura do evento. Nos dias 19, 20, e 21, os artistas estarão, literalmente, ocupando a Casa. Alguns deles dormirão no local invadindo as vitrines que, com beliches instalados, produzirão um teatro de sombras durante a noite. Outros estarão montando suas instalações, produzindo desenhos coletivos e outras atividades, surpresas que poderão ser usufruídas pelo público ao longo da semana, nos períodos das 10 às 12h e das 15 às 17h.
As atividades desenvolvidas pelos artistas convidados estarão abertas a interação do público participante. No dia 21 às 19 h está marcada a abertura da exposição dos trabalhos desenvolvidos nos 3 dias de produção e no dia 22, quinta-feira, às 18h30, está marcado um bate-papo aberto, com a participação dos artistas, dos participantes e do público interessado em conhecer e refletir sobre a produção dos artistas na ocupação do espaço e as experiências de produção coletiva.




Serviço:
Atividades:
19, 20 e 21 - Montagens dos trabalhos com a participação do público na produção, montagem e criação.

Av. JK, 1973. 10h às 12h e das 15h às 17h.
21 - 19h, abertura da exposição
22 – 18h30 - Bate-papo aberto ao público sobre a ocupação do espaço pelos artistas e a experiência da produção coletiva.





ARTISTAS CONVIDADOS
Fábio Gatti – Artista, Design, Especialista em Fotografia e História da Arte (UEL) e Mestrando em Artes Visuais (UFBA)
Iara Strobel Camargo – Artista, Gravadora e Mestre em Artes Visuais pela USP
Nenê Jeolás – Fotógrafo, Editor de Fotografia da Editora Abril e Mestrando em Artes Visuais (UNICAMP)
Lygia Arcuri Eluf - Artista, Doutora em Poéticas Visuais pela ECA-USP e Professora do Instituto de Artes da UNICAMP
Rodrigo Grota - Jornalista, Cineasta e Escritor
Valquir Fedri – Músico, Compositor e Sonoplasta
Coletivo MANADA
KINOARTE Instituto de Cinema e Vídeo de Londrina
Ricardo Resende – Curador e Diretor do Centro de Artes Visuais da FUNARTE

Casa de Cultura da UEL – Artes Plásticas abre inscrições para Mostra de Artes Visuais


Estão abertas as inscrições para a Mostra de Artes Visuais de 2010 da Casa de Cultura da UEL. As inscrições são destinadas a todo e qualquer artista interessado em expor seu trabalho no espaço.
Os interessados devem retirar a ficha de inscrição na Casa de Cultura _Artes Plásticas (Av. JK 1973). O candidato deve preenchê-la e anexar cinco fotos coloridas de trabalhos realizados recentemente, o currículo, além de um texto descrevendo a proposta do trabalho que deseja apresentar.
O material deve estar reunido em um envelope e endereçado para Casa de Cultura UEL - Divisão de Artes Plásticas Av. Jk 1973, Londrina PR, Cep 86 020 000. As inscrições podem ser feitas até dia 13 de novembro e o material precisa ser encaminhado até essa mesma data de postagem.
A Divisão de Artes Plásticas oferece divulgação da exposição, além da organização, montagem e desmontagem da mesma. Como é um espaço cultural, não objetiva a comercialização. De qualquer forma, a mostra é uma forma de contato com outros artistas, além de pessoas interessadas no assunto.
A seleção será feita no dia 16 de novembro pela Chefe da Divisão de Artes Plásticas – Fernanda Magalhães - e mais dois artistas convidados. O resultado será lançado dia 17.
O início do calendário da Mostra de Artes Visuais é em março de 2010.
Mais informações pelo telefone 3322 6844 ou pelo e-mail dap@uel.br

O Grupo Baader Meinhof no Cine Com Tour UEL






O Grupo Baader Meinhof


sinopse:

Alemanha, anos 70. A ainda frágil democracia alemã é abalada por uma série de atentados a bomba. Um grupo liderado por Andreas Baader (Moritz Bleibtreu), Ulrike Meinhof (Martina Gedeck) e Gudrun Ensslin (Johanna Wokalek) combate o que acredita ser a nova face do fascismo: o imperalismo norte-americano. Eles têm o objetivo de criar uma sociedade mais humana, mas para atingi-lo usam métodos que espalham sangue e terror.



Ficha Técnica:

  • título original:Der Baader Meinhof Komplex
  • gênero:Drama
  • duração:02 hs 30 min
  • ano de lançamento:2008
  • classificação: 14 anos





  • estúdio:Constantin Film Produktion / Nouvelles Éditions de Films / G.T. Film Production / Dune Films
  • distribuidora:Imagem Filmes
  • direção: Uli Edel
  • roteiro:Bernd Eichinger, baseado em livro de Stefan Aust
  • produção:Bernd Eichinger
  • música:Peter Hinderthür e Florian Tessloff
  • fotografia:Rainer Klausmann
  • direção de arte:Hucky Hornberger
  • figurino:
  • edição:Alexander Berner
  • áudio: alemão
  • legenda: português

elenco:

  • Martina Gedeck (Ulrike Meinhof)
  • Moritz Bleibtreu (Andreas Baader)
  • Johanna Wokalek (Gudrun Ensslin)
  • Nadja Uhl (Brigitte Mohnhaupt)
  • Jan Josef Liefers (Peter Homann)
  • Holger Meins (Stipe Erceg)
  • Niels-Bruno Schmidt (Jan Carl Raspe)
  • Vinzenz Kiefer (Peter-Jürgen Boock)
  • Simon Licht (Horst Mahler)
  • Alexandra Maria Lara (Petra Schelm)
  • Hannah Herzprung (Susanne Albrecht)
  • Tom Schilling (Josef Bachmann)
  • Daniel Lommatszch (Christian Klar)
  • Sebastian Blomberg (Rudi Dutschke)
  • Bruno Ganz (Horst Herold)

prêmios:

- Recebeu uma indicação ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro.

- Recebeu uma indicação ao Globo de Ouro de Melhor Filme Estrangeiro.

- Recebeu uma indicação ao BAFTA de Melhor Filme Estrangeiro.

curiosidades

- A mãe da atriz Hannah Herzsprung, Barbara Herzsprung, foi colega de quarto da verdadeira Susanne Albrecht quando eram adolescentes. Hannah interpreta Albrecht em O Grupo Baader Meinhof.

- O orçamento de O Grupo Baader Meinhof foi de 20 milhões de euros.




terça-feira, 13 de outubro de 2009

Programação Casa de Cultura UEL_Artes Plásticas

As atividades dos Encontros Interativos estarão suspensos na semana dos feriados dos dias 12 e15 de Outubro.

Nos dias 19, 20, 21 e 22 de outubro os Encontros Interativos retomam suas atividades integrando o Evento “(dês)Ocupação reocupAÇÃO ”. Este evento funciona como um grande workshop aberto a todos os interessados em produzir e refletir a partir das propostas dos artistas convidados a ocuparem o novo endereço das artes plásticas em Londrina.

Atividades:

Nos dias 19, 20, 21 e 22 de outubro os Encontros Interativos estarão integrando as atividades do evento e ocorrerão performances e maratonas, juntamente com a montagem da exposição que será inaugurada no dia 21 às 19h.

As atividades destes dias estão abertas a participação do público das 9 às 12 e das 15 às 17h.
· Maratona de desenho com Lygia Eluf
· Montagem de uma vídeo instalação com Rodrigo Grota e KINOARTE
· Produção de instalações Fotográficas com Nenê Jeolás e Fábio Gatti
· Produção de uma instalação de gravuras e infografias com Iara Strobel Camargo
· Instalação das Paisagens Sonoras produzidas no (dês)Ocupação e a produção de novas Paisagens Sonoras com Valquir Fedri
· Produção de um teatro de sombras e outras performances com o Coletivo MANADA

Dia 21 de outubro, 19h, abertura da exposição “(dês)Ocupação reocupAÇÃO”

Saiba mais sobre o projeto “(dês)Ocupação reocupAÇÃO"
O projeto“(dês)Ocupação reocupAÇÃO teve seu início em dezembro de 2008 durante os preparativos para a mudança do prédio que abrigava toda a Casa de Cultura e seu objetivo é possibilitar o resgate e a preservação da memória cultural da cidade através da produção de trabalhos de arte. Convidamos artistas de Londrina, alguns que moram na cidade e outros que se encontram em outras paragens, além de uma artista paulistana, Lygia Eluf, que compõe como contribuição de um olhar forasteiro, para construírem seus trabalhos a partir da vivência com o prédio da rua Mato Grosso.
Durante uma semana estes artistas “ocuparam”aquele espaço e seu entorno e em dialogo produziram trabalhos e interações com o público. Uma segunda etapa já era prevista no projeto, uma nova ocupação do novo espaço que abrigaria as Artes Plásticas, agora na Av. JK, 1973, local que imediatamente após a mudança foi apelidado por seus freqüentadores como “A Casa Branca”. Os artistas da primeira fase voltam para reocupar o novo espaço e, em conjunto com o Coletivo MANADA, a KINOARTE e com outros participantes interessados, irão produzir, com parte dos registros do (dês)Ocupação e novos projetos, a partir da vivência com o novo endereço. Os artistas ocuparão o prédio de 19 a 21 de outubro.
No dia 21, às 19h abriremos uma exposição ao público, com os resultados das produções, e no dia 22 faremos um grande bate-papo, um Debate-aberto ao publico, um debate com os participantes e os interessados em conhecer os artistas e suas produções, como possibilidade de fruição e reflexão das produções artísticas contemporâneas. Tanto na primeira etapa do evento como agora a ocupação funciona como um workshop aberto, isto é, aqueles que tenham interesse em produzir junto com os artistas devem comparecer na Casa Branca e participar das atividades propostas pelos artistas convidados. A idéia é uma produção coletiva que permita uma expansão das linguagens e a convivência através das artes.

Concerto Didático da OSUEL provoca a escuta crítica entre estudantes




Nesta última dia 7 de outubro não era só a música da Orquestra Sinfônica da Universidade Estadual de Londrina, a OSUEL, que soava no o Cine Teatro Universitário Ouro Verde, mas o som das crianças da Escola Municipal David Dequech. Os estudantes estavam ali para ouvir a Orquestra Sinfônica da Universidade Estadual de Londrina, que realiza os “Concertos Didáticos”, um projeto da Casa de Cultura UEL que visa difundir o conhecimento musical entre alunos e professores de escolas de Londrina.



Algumas crianças tinham o primeiro contato com música orquestral. Com este encontro é possível realizar uma aproximação dos estudantes com a música, um componente que contribui para o desenvolvimento educacional de crianças e jovens. Este projeto pretende provocar uma escuta crítica e ampliar o conhecimento artístico dos estudantes com o contato de sons de diversos instrumentos.



Otávio Gabriel é um dos alunos da Escola Municipal David Dequech que já tem contato com a música. Aluno da terceira série, já teve a experiência com diversos instrumentos, principalmente o violino. Para professora de Otávio, Joseana Madi Fechio um projet
o como esse é importante para a formação cultural do aluno. A música é uma linguagem que está ligada a construção critica e artística no aprendizado da criança “A música é in
erente a criança” afirma Joseana.




A aluna Leise Paulo nunca viu uma orquestra tocar e estava ansiosa para ouvir, assim como todos os alunos da Escola municipal que esperavam na entrada do teatro para ver a OSUEL. Quando começou o concerto as crianças ouviam atenciosamente a maestrina Elena Herrera orientar sobre os princípios musicais, o funcionamento da orquestra, dos instrumentos e as obras dos compositores que seriam tocadas. Neste d
ia, as crianças não são apenas espectadores, mas protagonistas também.



O "Concerto Didático é uma ação ligada ao projeto “OSUEL_Primeira Orquestra Sinfônica do Paraná, a caminho dos seus 25 anos”, que visa promover uma revitalização técnico-artístico e pedagógico. A OSUEL é uma das raras orquestras veiculadas diretamente a uma universidade pública e composta por profissionais da área musical.



As escolas e pessoas interessadas em inscreverem-se no nosso projeto devem ligar no telefone 3322-5224 ou enviar email para divisaomusica@uel.br



Alguns estudantes da Escola Municipal David Dequech
esperavam pela primeira vez o início de concerto da OSUEL
(Fotos: Maiara Zaminelli)

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Esta semana no Cine Com-Tour UEL


A Teta Assustada

A teta assustada é um folclore existente no Peru, que atinge as mulheres estupradas durante a guerra do terrorismo (Sendero Luminoso). Seus filhos absorvem a doença através do leite materno, ficando sem alma. É o que ocorre com Fausta (Magaly Solier). A súbita morte de sua mãe faz com que ela tenha que enfrentar seus medos e o segredo que esconde: a existência de uma batata em sua vagina, como forma de se proteger de um possível estupro.

Prêmios:
- Ganhou o Urso de Ouro e o Prêmio FIPRESCI, no Festival de Berlim.

- Ganhou os prêmios de Melhor Filme e Melhor Atriz (Magaly Solier), no Festival de Guadalajara.

- Ganhou 4 Kikitos de Ouro no Festival de Gramado, há dois meses, nas categorias de Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Atriz (Magaly Solier) e Melhor Filme – Júri de Estudantes de Cinema.

(La Teta Asustada) 
ano de lançamento ( Peru/Espanha ) : 2009 
direção: Claudia Llosa 
atores: Magaly Solier , Susi Sánchez , Efraín Solís , Marino Ballón , Antolin Prieto 
duração: 01 hs 35 min 


ficha técnica:
título original:La Teta Asustada 
gênero:Drama 
duração:01 hs 35 min 
ano de lançamento:2009 
site oficial:http://www.latetaasustada.com/ 
estúdio:Oberón Cinematográfica / Vela Producciones / Wanda Visión S.A. 
distribuidora:Paris Filmes 
direção: Claudia Llosa 
roteiro:Claudia Llosa 
produção:Antonio Chavarrías, Claudia Llosa e José Maria Morales 
música:Selma Mutal 
fotografia:Natasha Braier 
direção de arte:Patricia Bueno e Susana Torres 
figurino: 
edição:Frank Gutiérrez 

elenco:
Magaly Solier (Fausta) 
Susi Sánchez (Aída) 
Efraín Solís (Noé) 
Marino Ballón (Tio Lúcido) 
Antolin Prieto (Filho de Aída) 

Confira o trailer:




quarta-feira, 7 de outubro de 2009

GRUPO NEUMA comemora 14 anos de atividades em concerto com o GRUPO ATEMPO



Neuma Ensemble Universitário de Música Antiga, conjunto da Divisão de Música da Casa de Cultura UEL comemora seus 14 anos de atividades com um concerto de música medieval com o grupo convidado ATEMPO, no sábado dia 10 de outubro no Cine Teatro Universitário Ouro Verde, às 20h00. A entrada é franca.



No programa estão composições de música medieval de Landini e de florentinos contemporâneos ou próximos de sua geração como Gherardello da Firenze e Guilielmus de Francia.  Todos tem a característica em comum de, através da ballata, um gênero de métrica regular e tributário da dança, evocarem os estados da alma amorosa.  


O grupo NEUMA se dedica ao trabalho de pesquisa, estudo e prática de música medieval, com a recriação de instrumentos antigos. Neste ano o NEUMA desenvolve um repertório voltado à tradição musical medieval priorizando o repertório francês secular do autor Adam de la Halle. Com quatorze anos de existência, o grupo vem se destacando no cenário da música antiga.

O grupo ATEMPO convidado para a comemoração foi formado em 1992 e tem ampla atuação na música antiga, inclusive com expressão nacional. O grupo participa de concertos, festivais e seminários e publica artigos em edições universitárias e internet. O  Atempo alcançou os fundamentos necessários para interpretar o seu repertório com base na teoria e no contraponto medievais através de vivência de estudos na Europa.


Serviço: Concerto de Música Medieval com Grupo NEUMA e grupo ATEMPO
Data: 10/10/2009
Hora: 20h
Entrada: Livre

terça-feira, 6 de outubro de 2009

CONCERTOS DA OSUEL EM LONDRINA E IBIPORÃ


Neste final de semana, a Orquestra Sinfônica da Universidade Estadual de Londrina realiza dois concertos. O primeiro será nesta sexta-feira, dia 09, no Cine Teatro Universitário Ouro Verde e o segundo no sábado, dia 10 na Fundação Cultural de Ibiporã, sob a regência da maestrina Elena Herrera. A OSUEL vai interpretar obras dos compositores espanhóis Manuel de Falla e Anton Garcia Abril e do russo Alexander Borodin. Os concertos terão início às 20h30min com entrada livre. 

A abertura do concerto será feita com a obra Suíte Orquestral de Amor Brujo, de Manuel de Falla, compositor do movimento nacionalista espanhol do século XX. Na seqüência o violista e violonista Natanael Fonseca será o solista no Concerto Mudejar para Violão e Orquestra de Cordas, de Anton Garcia Abril. A obra inclui temas folclóricos aragoneses e aproxima-se do espírito criativo mudejar relembrando a idéia ornamental e decorativa deste fenômeno artístico. O solista Natanael Fonseca é natural da Bahia e integra desde 1991 o naipe de violas da Orquestra Sinfônica da Universidade Estadual de Londrina.

Na segunda parte do programa, a Orquestra interpreta a Sinfonia nº 2 composta em 1877 pelo compositor russo Alexander Borodin, integrante do grupo nacionalista russo conhecido como “Grupo dos Cincos”. Os concertos integram as comemorações de 25 anos da Orquestra Sinfônica da Universidade Estadual de Londrina nesta temporada 2009, os 38 anos da UEL e o encerramento do VXIII Congresso da ABEM.

Serviço:

Concerto da Orquestra Sinfônica da Universidade Estadual de Londrina
9 de outubro de 2009
Cine Teatro Universitário Ouro Verde UEL
10 de outubro de 2009
Fundação Cultural de Ibiporã
20h30
Regência: Elena Herrera

Entrada livre



Amanhã tem "Concerto Didático" no Ouro Verde

O “Concerto Didático” é mais uma ação promovida pela Casa de Cultura UEL com o objetivo de  difundir o conhecimento sobre a música orquestral entre estudantes e professores das escolas de
Londrina. Os participantes terão a oportunidade de presenciar os ensaios abertos da Orquestra  Sinfônica da UEL - OSUEL, que serão realizados no Cine Teatro Universitário Ouro Verde, assim como apreciarem um rico repertório musical sob a regência da maestrina Elena Herrera. O primeiro  concerto didático será 07 de outubro (quarta-feira), das 9h30 às 11h.

Nestes encontros, pretende-se desenvolver a escuta crítica e o conhecimento sobre os mais variados instrumentos que compõe uma orquestra. Os jovens terão a chance de ampliar seu interesse cultural-artístico a respeito da música à medida que apreciam composições e obras interpretadas pela orquestra.

A Casa de Cultura UEL também está promovendo o curso de Apreciação Musical, com a maestrina Elena Herrera, que aborda aspectos históricos e técnicos da música ocidental da Idade Média ao século XXI. Os participantes escutam repertórios musicais de diferentes estilos e tendências musicais, de variadas épocas, a fim de refletir sobre o papel da música na sociedade e na educação.

Estas e outras ações integram o projeto “OSUEL_Primeira Orquestra Sinfônica do Paraná, a caminho dos seus 25 anos”, patrocinado pela SETI e que tem como objetivo proporcionar a revitalização técnico-artístico e pedagógico da OSUEL. Com um total de aproximadamente 2 mil concertos, a OSUEL é uma das poucas orquestras vinculadas diretamente a uma universidade pública e composta por profissionais.

As escolas e pessoas interessadas em inscreverem-se no projeto devem telefonar para 3322-5224 ou enviar email para divisaomusica@uel.br
 


Serviço

07 de outubro de 2009  
10h e 11h30
Cine Teatro Universitário Ouro Verde
A escola deverá realizar agendamento prévio para poder participar

Encontros Interativos - Programação da Semana


segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Encontros Interativos desta semana


A Casa de Cultura UEL_Artes Plásticas em sua nova sede, Avenida JK, 1973, convida o público para visitar o espaço e participar das atividades semanais. São Encontros Interativos que pretendem possibilitar momentos de discussão, produção e fruição das artes, através de linguagens como pintura, desenho, fotografia, vídeo e as novas tecnologias.

Na seqüência das atividades dos Encontros Interativos, as propostas para as próximas duas semanas de atividades contam com reflexões a partir do corpo e sua relação com a percepção visual e as investigações no campo da fotografia além de questões que envolvem os trabalhos desenvolvidos coletivamente, em atividades conjuntas, a partir de projetos desenvolvidos por vários artistas e que promovem parcerias e multidisciplinaridades.


Café com lápis: 06/10 (terça-feira)

Nas tardes de terça feira os encontros acontecem com atividades práticas de atelier buscando fomentar as produções artísticas e estimular as discussões e reflexões partir dos trabalhos realizados.
Atividade: Produção de desenhos para stikers visando intervenções no espaço urbano.

obs: os participantes deverão trazer seus materiais - caneta para retroprojetor

Pipocação: 07/10 (quarta-feira)

As tardes de quarta feira são reservadas para as projeções de vídeo-arte seguidas de debates e interações reflexivas.
Atividade: Projeções de vídeos sobre intervenções, performances nos espaços urbanos e coletivos artísticos. Discussões sobre o tema com os coletivos Banana Charmosa e MANADA.

Bafafá: 08/10 (quinta-feira)

As quintas-feiras, no período da tarde, momentos de leituras e debates buscam estimular as reflexões e o aprofundamento a partir de textos sobre as manifestações artísticas.
Atividade: Debate: Intervenções Urbanas, Performance e os Coletivos na arte contemporânea a partir do texto TEC-NO-CORPO DA PERFORMANCE de Larissa Ferreira e da apresentação da pesquisa de Rafael Pereira da Silva, graduando do quarto ano de Artes Visuais – UEL e integrante do Coletivo Banana Charmosa.


O texto a ser debatido está disponível no link abaixo:
http://artesplasticascasadeculturauel.blogspot.com/


sexta-feira, 2 de outubro de 2009

À Deriva no Cine Com-Tour UEL

Sexta-feira é dia de estréia no Cine Com Tour UEL! E neste começo de outubro o Cine Com Tour UEL trás para você o longa brasileiro de Heitor Dhalia "À Deriva". O filme se passa nos anos 80, com a persnagem Filipa, uma adoslecente que descobre a infidelidade do pai, ao mesmo tempo em que vive eu próprio despertar sexual.

O filme será exibido até o dia 8 de outubro e será exibido diariamente às 20h30min com sessões extras às 16h00 aos sábados e domingos.


sinopse:

Búzios, início dos anos 80. Filipa (Laura Neiva) é uma adolescente de 14 anos que passa as férias com seus pais, Matias (Vincent Cassel) e Clarice (Débora Bloch), e ainda os irmãos Fernanda (Izadora Armelin) e Antônio (Max Huzar). Clarice está sempre embriagada, destilando veneno contra o marido. Já Matias está mais preocupado em concluir seu novo livro, o que o torna desleixado em relação aos problemas da famíia. Filipa vive à margem desta situação, até que um dia flagra o pai beijando Ângela (Camilla Belle), uma bela americana que mora no local.

Ficha Técnica:

título original:À Deriva
gênero:Drama
duração:01 hs 37 min
ano de lançamento:2009
classificação: 14 anos
site oficial:http://www.aderivafilme.com.br/
áudio: português
estúdio:Paramout Pictures Brasil / Focus Features / O2 Filmes / Universal Pictures distribuidora:Paramount Pictures
direção: Heitor Dhalia
roteiro:Heitor Dhalia
produção:Fernando Meirelles, Andréa Barata Ribeiro e Bel Berlinck
música:Antônio Pinto
fotografia:Ricardo Della Rosa
direção de arte:Guta Carvalho
figurino:Alexandre Herchcovitch
edição:Gustavo Gianiefeitos especiais:


Elenco:

Vincent Cassel (Matias)
Camilla Belle (Ângela)
Débora Bloch (Clarice)
Laura Neiva (Filipa)
Max Huzar (Antônio)
Izadora Armelin (Fernanda)
Maysa Miranda (Miranda)
Thomas Huszar (Rodrigo)
Josefina Schiller (Isabela)
Gabriela Flarys (Juliana)
Valentina Fontanella (Clara)
Bernardo Bichucher (Peter)
Daniel Passi (Artur)
Nathalia Zemel (Ava)
Rafaela Prestes (Dora)
Gregório Duvivier (Lucas)
Cauã Reymond
Taís Araújo


Cusiosidades:

O diretor Heitor Dhalia descobriu em uma entrevista feita no Carnaval que Vincent Cassel falava português fluentemente. Ele então enviou ao ator o roteiro

de À Deriva e o DVD de O Cheiro do Ralo (2007), seu filme anterior. Dhalia chegou ainda a fazer uma viagem a Paris, de apenas 24 h, para encontrar Cassel.

É o 1º filme estrelado por Vincent Cassel no Brasil.

Laura Neiva foi selecionada através do Orkut, quando tinha apenas 14 anos. A princípio ela acreditou que fosse um trote, recusando-se a fazer o teste para a personagem Filipa.

Heitor Dhalia queria que o filme tivesse atuações naturalistas. Desta forma apenas entregou o roteiro a Vincent Cassel e Débora Bloch, deixando que os jovens atores improvisassem em cena.

As filmagens ocorreram em abril e maio de 2008.

O orçamento de À Deriva foi de R$ 3 milhões.







COM-TOUR UEL - Av. Tiradentes, 1241(Shopping COM-TOUR)
PERÍODO: de 02 a 08 de outubro
HORÁRIOS: 20h30min (Diarimente) 16h00 (Sábado e Domingo)
VALORES: R$ 4,00 (meio) e R$ 8,00 (inteiro)
(sexta-feira sempre meio ingresso R$ 4,00)

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Bafafá na Casa de Cultura Artes Plásticas


Tem programação para a tarde de hoje??
A Casa de Cultura UEL Artes Plásticas convida todos que tiverem um tempo livre nesta tarde de quinta-feira para o Bafafá, um encontro que possibilita leituras e debates de textos sobre movimentos artísticos a fim de estimular um aprofundamento e reflexões. No BAFAFÁ de hoje o texto discutido será "A luz e o Cego" do filósofo, fotógrafo e Teórico das Artes, Evgen Bavcar.
O encontro começa as 14h30min e está aberto ao público.

Segue abaixo o texto do esloveno Bavcar. Você pode encontrar o texto também no Blog da Casa de Cultura Artes Plásticas.

A luz e o cego
Evgen Bavcar

Quero sublimar a relação entre o verbo e a imagem para iniciar uma reflexão mais particularizada. De início, é preciso constatar que não se pode separar essa parceria que eles formam, uma vez que a imagem condiciona o texto e vice-versa. Ou por outra, logo que nós não dispomos mais de imagens, é o verbo quem nos fornece novas possibilidades.

Para tanto, basta evocar os textos bíblicos em que se apoiaram, por exemplo, os pintores, para conceber a imagem física de uma personagem ou de um evento. A importância do texto nos parece particularmente importante no caso do Moisés de Michelângelo. Os cornos de sua cabeça vêm de um certo erro de tradução no texto que serviu de suporte à figura. Que Michelângelo jamais viu Moisés, é evidente: foi o espaço do verbo que lhe forneceu a imagem mental em seguida trabalhada na pedra. Podem ser encontrados casos semelhantes envolvendo outras imagens da História da Arte a que se referem a Bíblia: figuras de Jesus, da Virgem Maria, ou esculturas representando Jó, David. Desta perspectiva, o artista é sobretudo o mediador entre as trevas do verbo, do fundo de sua cegueira, e a evidência concreta da imagem, tal como realizada na Arte através de um ou de outro suporte material.
O verbo é, então, cego: ele nos fala do lugar em que surge uma gênese primeira da imagem. É desse modo que, se queremos ir às origens das imagens visuais, nós chegamos forçosamente ao espaço do invisível, este do verbo, e à noite que precede o dia das figuras conhecíveis. Podemos assim parafrasear São João, dizendo: no princípio era o verbo, o qual torna-se imagem, a carne do visível, o visível em carne e osso, o substrato cognitivo do olhar.
As longas polêmicas em torno da iconofilia e do iconoclasmo são muito reveladoras desta relação entre o verbo e a imagem. E a dialética entre esses dois termos persiste incansável: opõe ao visível o invisível, à imagem a palavra e reciprocamente.
Não podemos conceber uma arqueologia da luz sem considerar a escuridão, e sem elucidar o fato de que a imagem não é apenas alguma coisa da ordem do visual, mas pressupõe, igualmente, a imagem de obscuridade ou das trevas.
É este espaço das trevas que nós encontramos na primeira manhã do mundo, pois Deus povoou estes lugares antes de se dar conta de que a luz era boa, como nos diz o texto do Gêneses. Os anjos revoltados e, desse modo, caídos, regressam às trevas e se tornam em conseqüência os lucíferes, isto é, os portadores da luz; satãs são exilados nas origens, pois eles não quiseram compreender a bondade da luz. Paradoxalmente, essa danação transforma-se no retorno às primeiras fontes da clareira do mundo, seu berço, situado no obscuro das origens.
As trevas condicionam a instauração da luz, são sua pré-imagem lógica e indispensável na ordem das coisas visíveis. A obscuridade permanece um estado latente, a saber, a luz em potência de devir e de ser.
O quadrado negro de Malevitch ilustra perfeitamente bem esse processo de criação. Este quadrado simboliza a consumação de materiais até um ponto em que o retorno às trevas se impõe, e daí a necessidade de um esquecimento estético que permitirá a superação deste estágio. Voltar para trás do quadrado negro ou ir além dele significa sobretudo recusar a positividade dos modelos repetitivos e se compromissar com o negativo.
A significação do quadrado negro de Malevitch está talvez expressa na frase de Kafka: “o que é positivo está dado, é então preciso descobrir o negativo”. Deste modo, o negativo nos é fornecido já pela obscuridade do momento vivido, isto é, pela experiência do existir no cotidiano, experiência tampouco alcançada, nem na clareira da memória que leva ao passado, nem naquela outra que cria uma luz de antecipação sobre o futuro.
Com a superfície negra, o objeto pictural antecipa a possibilidade de uma superação estética, cônscia de que somente um tênue vislumbre messiânico lhe é conferido – até o ponto de uma frágil força de redenção, como diria Benjamin. O salvamento do sujeito criador permanece possível enquanto ele pode se colocar em face do obscuro, fazendo das trevas o seu objeto, o seu complemento, e não um inimigo a ser excluído do processo de criação. Notemos que as reflexões de Adorno sobre a relação sujeito-objeto podem nos dar alguns meios lógicos para compreender isto. Consideramos a tentativa de Malevitch, sobretudo como a defesa da subjetividade contra a objetificação exagerada na arte, que vai até a perda do sujeito criador. O quadrado negro é, assim, um último grito contra o mundo em que tudo se torna intercambiável, mesmo o estatuto do sujeito. Dito de outra maneira, aquela figura dá ainda a esperança de um olhar para além do banal em que tudo se nivela.
O quadrado negro se torna o conteúdo sedimentado de uma forma pictural que permaneceu fiel à lógica dos materiais disponíveis ao pintor. É preciso ir, agora, para trás do quadrado negro, concebendo as trevas não somente como superfície, mas sobretudo como um volume, como um espaço existencial em que podem ainda aparecer algumas estrelas redentoras brilhando por sobre o novo. Ir atrás desta cortina significa ao mesmo tempo aceitar uma outra Eurídice no Hades da existência; em termos diferentes, uma outra Eurídice, que anda à nossa frente e não atrás, como rezava o mito. Nele, enxergá-la era perdê-la de vista para sempre. Se somos obrigados a imaginá-la andando atrás, somos ainda os escravos de uma memória física constrangida à fatalidade da perda do objeto e, assim, à morte do sujeito.
Deve-se ainda crer na cegueira do verbo – sendo ele representado pelo silêncio dos passos de Eurídice atrás de nós – e acreditar de olhos fechados na sua imagem. Através desse expediente, nós podemos escapar à tentação fatídica que nos ameaça, da queda do mito do qual nós nos críamos liberados. Desta maneira, podemos superar a angústia diante da obscuridade do momento vivido, para, em seguida, ir ter com os outros espaços do possível. A imagem que temos diante de nós é uma forma de pré-imagem, expressão de um frágil vislumbre de utopia, a qual suscita em nós a saída das trevas, lugar que nos legou a memória física, de uma beleza completa.
Certamente, nada somos além de intérpretes das obras do passado, pois sua luz pertenceu somente ao criador, logo, àquele que dela tinha o saber absoluto. Devemos diferenciar a memória física da memória psíquica, a qual se aproxima mais da obra enquanto evento. Interpretando este evento, nós não possuímos senão o seu conhecimento relativo.
O caráter repetitivo das obras não entra em nenhum caso na lógica da luz como conteúdo sedimentado na criação. É no coração das trevas que pode surgir o astro salvador e, conseqüentemente, dar sentido a uma nova luz por trás das trevas. Se esta força da salvação nos lampeja frágil, como quer Benjamin, ela é, segundo ele, própria de cada geração. Por essa razão se devem abandonar as iluminações positivas concebidas como a continuidade não diferenciada dos eventos artísticos.
Graças à invenção da câmara obscura, podemos compreender melhor o fenômeno da imagem antecipada pela negatividade, na obscuridade. Esta última, ao menos em aparência, se torna controlável pelo olhar do homem para se poder criar a imagem como reflexo do mundo exterior. Mas, na realidade, não se trata do reflexo, mesmo quando a fotografia é colorida. É, antes, apenas uma forma de expressão visual do real inatingível. É ver uma ilusão do identificar-se entre a objetividade material e o seu sujeito.
Com a fotografia enquanto imagem, tem início a perda da aura segundo a perspectiva de Benjamin. Uma foto é a imagem de alguma coisa já morta e permite apenas uma vaga ilusão a respeito da identificação do aqui e agora. No entanto, a câmara obscura nos permite compreender a obscuridade como tábua rasa, como esquecimento estético por excelência, em relação às imagens que nós podemos criar. Com a câmara obscura, o homem encontra um equivalente tecnológico para a experiência deste esquecimento. Assim, seria possível encarar mais radicalmente esta questão na pintura, onde esta oposição claro/escuro se articula de maneira mais orgânica e natural.
A câmara obscura é um método efêmero do apagar da luz para que esta possa melhor se fazer valer. Na minha própria experiência, o aparelho fotográfico não é mais do que um acessório técnico com o qual eu tento exprimir minha situação existencial.
A fotografia me assegura também uma nova possibilidade de interpretação do mito grego de Eros e Psiquê, sobretudo sua obscuridade original, antes da separação provocada pelo olhar incrédulo de Psiquê. Já neste mito, a visão física funciona como expressão da distância, no sentido de uma privação do objeto de desejo.
O olhar físico que quer ver não é aquele olhar da verdade, pois a presença de um objeto só pode ser confirmada pelo toque físico. Por essa razão, o tato permanece o único órgão da verdade. Poder-se-ia defini-lo como um olhar chegado, ou encostado, aquele que não provoca ainda a separação inelutável entre o sujeito e o objeto do conhecimento. Não nos resta senão examinar esta separação, a fim de que o pensamento permaneça o único princípio verificador de uma possível verdade. O toque táctil continua sendo o sentido da verdade, dado que ele não pode negar a materialidade das coisas. Ele não pode confundir a imagem com o seu substrato material.
Em outras palavras, a proximidade táctil é o mais seguro sinal de uma existência real. A liberação da imagem física da sua representação interior abre todas as possibilidades de imagens-clichês que, como tais, podem se justificar por elas mesmas. A abundância dessas imagens no mundo moderno forma uma percepção abstrata das coisas que freqüentemente não existem mais por elas mesmas, mas somente através das imagens. Hoje, por exemplo, a realidade do mundo torna-se mais televisiva, mais distante do que jamais.
Quanto mais nós iluminamos a superfície de nossa realidade cotidiana, mais nós obscurecemos os berços possíveis de uma outra luz. E é igualmente verdade que quanto mais se desenvolve o mundo visual, mais extenso também fica o mundo invisível. Mas, uma vez que a abundância da imagem-clichê é desprovida de qualquer substrato subjetivo, ela destrói no nosso cotidiano a presença real das coisas, e sua representação de nossa interioridade. Nós não percebemos senão a iluminação, sem poder ver a luz que é ligada estreitamente à nossa possibilidade cognitiva, isto é, ao nosso espírito. Este último só pode conceber em nós o claro-escuro e, pela analogia, compreender os fenômenos exteriores sem que o peso da tecnologia da imagem ofenda as nossas percepções.
Não se percebe nada se não se pode formular uma linguagem, e enxerga-se só aquilo que se sabe. Os limites da nossa visão são assim semelhantes àqueles da língua. A imagem-clichê é a expressão visual do empobrecimento da imagem; e isto até mesmo na forma contemporânea da sua economia. É assim que se pode compreender o banal visual e a ausência de imagem, que vão para além desta repetição do déjà vu, sob os auspícios da ideologia da novidade.
Devemos também nos dar conta de que a proliferação de imagens causa prejuízo à narração. O rádio, por exemplo, não tem nunca o mesmo impacto que a televisão. No entanto, estas duas mídias modernas estão submetidas à mesma economia de linguagem. O real que nós percebemos pela televisão torna-se, deste modo, uma superfície autônoma carregando nela o esquecimento de seu substrato, assim como o apagamento do sujeito ainda capaz de uma representação interior. Para pensar ainda as imagens, importa encontrar a marca do sujeito para não se chegar ao simulacro como a única realidade plausível.
Uma nova arqueologia da luz nos permitiria encontrar o olhar interior, devido à oposição entre memória psíquica e memória física – até mesmo tecnológica – mas também encontrar a marca do sujeito, para instaurar as imagens que é capaz de assimilar. De fato não se enxerga nada se não se está em condições de criar uma representação interior relativa às coisas que se percebem, deixando de arruiná-la, neste mesmo ato, por uma iluminação consumidora. Essas obras poderão existir para nós através de aberturas por vezes frágeis de uma memória que se defende ou que se resiste às visões preconcebidas. Desta sorte, as imagens da televisão podem elas também resistir ao fato de nada serem além de clichês. Mas elas não devem nos distanciar das coisas para nos dar a ilusão de uma falsa proximidade. Essas imagens televisivas não devem sequer existir suprimindo outras existências, mais materiais e mais concretas.
No meu trabalho de fotógrafo, compondo a luz num espaço obscuro concebido como volume, sou consciente da separação do mundo do verbo daquele da imagem que eu quero reconciliar, ficando fiel ao iconófilo exterior que eu era, e ao iconófilo interior em que me transformei.
Posso dizer que nunca peguei nada em fotografia. Pegar em foto é uma constatação válida para os outros, que me vêem como fotógrafo. Na realidade, eu tentei sobretudo fazer valer uma imagem mental convertendo-se em película. Isto que eu fotografo, os outros não podem fazê-lo, e reciprocamente.
Situando-me no ponto zero da fotografia, eu devo refletir novamente sobre uma significação apropriada da câmara obscura, da qual eu tenho a experiência material em absoluto. Se as minhas imagens existem para mim através da descrição dos outros, isto não me impede em nada a possibilidade de vivê-las pela atividade mental. Elas existem mais para mim quanto mais elas possam se comunicar também com os outros.
Talvez Filostrato tenha visto a galeria de Nápoles; todavia, pelo seu texto, podemos imaginá-la. As pessoas que olham diretamente as minhas fotos me dão a possibilidade de me assegurar da realidade materializada dos meus atos mentais. Por essa razão, eu me considero um artista conceitual sempre obrigado a pré-imaginar a imagem sobre a película. O aparelho fotográfico não pode pensar por mim.

Evgen Bavcar é doutor em Filosofia da Estética pela Universidade de Paris, filósofo, fotógrafo e teórico da Arte. Este texto foi extraído do livro “O ponto zero da fotografia” de Evgen Bavcar, publicado pela Very Special Arts do Brasil e originalmente publicado no livro “Artepensamento”, editado pela Editora Companhia das Letras, em 1994.