A terceira e última exposição do Edital Arte Londrina 4 foi constituída a partir de curadoria compartilhada entre o chefe da Divisão de Artes Plásticas, Danillo Villa e Cauê Alves. Mais de 150 artistas de todo o país enviaram seus portfólios.
"A escolha dos trabalhos foi pautada na emergência da memória como instância de criação. Os curadores sugerem que aquilo que se escolhe para ser registro de um fato está colado a ele tanto quanto produz significados que lhe são “alheios”. As sucessivas leituras acabam por produzir novas e atualizadoras perspectivas que problematizam a pretensão de afirmar a memória como verdade. Vale conferir."
Serviço Exposição “Temporalidades, sobreposições e apagamentos” Horário: das 8 horas às 12 e das 14 às 18 horas Local: Divisão de Artes Plásticas (DaP) - Av.Juscelino Kubitschek, 1973. Entrada gratuita e aberta a todos
A Divisão de Música da Casa de Cultura da UEL, passou a
contar desde o último dia 2 de junho, com mais um grupo vocal em sua estrutura.
Trata-se do Grupo Vocal Épocas, que terá no comando o Servidor da
Divisão e Instrumentista Musical, Edvaldo Sousa.
O grupo nasceu com a finalidade de desenvolver um repertório
diferenciado e que possibilite aos seus integrantes viajar musicalmente,
partindo da música renascentista e os demais períodos, passando pela música
Folclórica, música Sertaneja de Raiz, Jovem Guarda, Bossa Nova, MPB e chegando
à música atual, observando sempre a viabilidade musical da obra que pode variar
do uníssono à 4 vozes, podendo também ser acompanhado das mais variadas
formações instrumentais dependendo do estilo da peça em ensaio.
O grupo foi pensado para um efetivo de 20 integrantes, porém,
poderá trabalhar com até 30 cantores/as, com idade a partir de 14 anos e com
disponibilidade para ensaiar uma vez por semana no período noturno. Apesar da
abrangência musical, a ideia é formar um repertório com arranjos de rápida
compreensão, podendo em alguns casos serem elaborados arranjos específicos para
o grupo.
Os ensaios acontecerão todas as quintas-feiras das 19:00 às
21:00 horas na sala (garagem) da Divisão de Música e terá como diferencial aulas
de teoria musical básica com duração de meia hora, sempre no início dos
ensaios.
Podem participar do grupo todas as pessoas que se
identificarem com a proposta apresentada, e que possuam
alguma aptidão, não sendo necessária nenhuma formação musical anterior. Será
feita apenas uma pequena audição para classificação vocal.
O grupo estará realizando audições durante todo o mês de
junho para completar o efetivo que já conta com 12 cantores oriundos do Coro da
UEL, Coral HU em Canto, Coro Juvenil da UEL e da comunidade londrinense, bem
como, da cidade de Rolândia.
Os(As) interessados(as) poderão se dirigir à Rua Tupi, nº
210, Centro de Londrina, das 17:30 às 19:00h nos dias de ensaio.
Mais informações poderão ser obtidas na secretaria da Divisão
pelo telefone: 43 - 3322-5224 no horário comercial.
Em uma cidade pacata e
anônima, durante um dia apenas, Clarice (Simone Spoladore) vê sua vida se
desenrolar de maneira circular, da morte ao nascimento, e depois à velhice mais
um vez. Ela observa as pessoas ao seu redor, que não envelhecem, e que não entendem
sua existência. Esta mulher deve compreender a importância de temas
fundamentais como a vida, a morte, a maternidade e a violência.
Antes
de seu primeiro longa, Sudoeste, o diretor Eduardo Nunes, de Niterói, fez um
curta de sucesso em festivais, Terral (1995). Há uma continuidade entre os dois
projetos, separados por mais de dez anos de distância e um considerável
amadurecimento do cineasta.
No entanto, nos dois existe a presença das
coisas do mar, do vento, de um tempo que aparece em suspensão, juntamente com
os personagens.
Em Sudoeste, o procedimento é radicalizado.
Nunes parece ter assimilado mais influências – fala-se em Andrei Tarkovski
e em
Apichatpong Weerasethakul, mas o diálogo mais próximo talvez
seja geograficamente também o mais vizinho. Pois parece evidente em Sudoeste a
presença inspiradora do clássico Limite, de Mário Peixoto, filme mítico da fase
muda, que durante muito tempo esteve presente no imaginário cinematográfico
brasileiro apenas pela lenda, até ser restaurado e voltar à circulação.
Se
em Limite o naufrágio das almas se dá num barco à deriva, em Sudoeste ele
acontece em terra firme, num vilarejo onde não parece acontecer nada. Pelo
menos para os poucos moradores, menos para Clarice (Simone Spoladore) que faz
mais um dos seus grandes papéis no cinema. A sua Clarice é uma personagem com
consciência diferente das demais, como se funcionasse em outra rotação, como se
vivesse uma certa dissonância de percepção em relação às outras. Um intervalo,
uma lacuna entre um ser e os outros.
Esse seria o conteúdo “dramático” de um
filme que, por outra parte, coloca ênfase em seu aspecto sensorial e não numa
narrativa que se reduziria às coisas que acontecem. Pouco acontece, de fato.
Mas esse pouco, é o que se mostra, pode ser muito. Pode ser tudo.
A tela panorâmica, o registro (belíssimo) em
preto e branco, o som – são esses elementos que se sobrepõem ao fiapo de
narrativa proposto. Isso quer dizer que Sudoeste é uma obra que se entrega
primeiro à percepção e em seguida à reflexão. Mas não num aspecto temporal,
sequencial. Sua percepção é já o seu pensamento. Mesmo porque seu material de
construção é o próprio tempo, com seus mistérios, seus paradoxos, sua
inexorabilidade.
Sudoeste toca assim em questões cruciais, e
com um grau de maturidade surpreendente. Expressa a confiança do autor na
autonomia da imagem, capaz de sondar um mundo reflexivo e de sensações pouco
explícitas.
Revela, por outro lado, a coragem de ousar
num mercado cinematográfico nacional que se conformou com a mediocridade. É
verdade que todo ano contabilizamos pelo menos alguns exemplares de bom e às
vezes ótimo cinema em meio à enxurrada de comédias ligeiras ou pesadas que
fazem sucesso de público. Nesse nicho das exceções é que Sudoeste terá de
encontrar o seu público. Sabemos que não é fácil.
Serviço
Cine Com- Tour (Avenida Tiradentes, 1241 - Londrina) Sessões: às 16h e às 20:30h Ingressos: R$12 e R$ 6 (meia) O filme ficará em cartaz até o dia 22 de Junho
Quando A Separação conquistou o Urso de Ouro do Festival de Berlim 2011, muitos apontaram que se tratava de uma decisão política contra a prisão do diretor iraniano Jafar Panahi (Isto Não é um Filme). Mas esta ideia cai por terra assim que acaba a sessão da produção, que é um dos mais belos, intensos e inteligentes dramas que passaram pelas telonas nos últimos anos. Ainda estamos no início do ano, mas acho muito difícil que não esteja na minha lista de melhores filmes de 2012.
Dirigido pelo talentoso Asghar Farhadi, que já havia chamado a atenção com o ótimo Procurando Elly, A Separação traz uma história simples sobre as complexidades das relações entre os indivíduos. Mesmo ainda se amando, Nader (Peyman Moaadi) e Simin (Leila Hatami) são obrigados a se separar por causa do desejo dela em deixar o Irã à procura de uma vida melhor no exterior. Ele, no entanto, se recusa a abandonar seu pai, que sofre de Alzheimer. Este é apenas a premissa do longa, mas o roteiro vai ainda mais longe ao inserir na trama uma mulher grávida que vai trabalhar como empregada para Nader, mas esconde o fato do marido.
Embora todas as situações sejam profundas e interessantes, na verdade, o que importa é o sentimento que emana de cada uma delas, principalmente da tal separação do título. O filme possui alguns momentos de humor involuntário, como na cena em que Simin tenta convencer Nader a se mudar afirmando que seu pai nem sabe que ele é filho dele. "Mas eu sei que ele é meu pai", responde o marido. Este é apenas um de inúmeros diálogos dignos de destaque.
O longa aborda a realidade do Irã e o regime religioso do país, mas em momento algum cai na caricatura que vemos no Jornal Nacional ou em grande veículos de imprensa. Aqui, o que importa não é a conjuntura político-religiosa - por mais que interfira, obviamente, no andar da história -, mas sim a construção da relação entre os dois casais principais: Nader e Simin e a empregada Razieh (Sareh Bayat) e o marido Hodjat (Shahab Hosseini).
O elenco todo se destaca, inclusive as jovens Sarina Farhadi (filha do diretor) e Kimia Hosseini, mas é difícil não ressaltar a presença de Peyman Moaadi e Leila Hatami. As relações marido e mulher, pais e filhos e patrão e empregada são abordadas sem cair em qualquer maniqueísmo. Não existem heróis ou vilões, existem pessoas.
Aparentemente, não parece se tratar de uma produção de discurso político, mas ele está lá, ainda que discreto. Nader cuida do pai e age de forma até progressista com as mulheres à sua volta. Aceita se separar da esposa, não liga para o fato de sua empregada esconder do marido o fato de ter aceitado o trabalho e ainda educa a filha sem precisar ser rígido. Os ideais mostrados e defendidos pelo longa acabam sendo muito mais fortes do que se víssemos em cena passeatas de protesto ou discussões teológicas. Asghar Farhadi foge do debate sobre a "guerra santa", focando suas atenções nos noções de pecado e virtude.
Jodaeiye Nader az Simin (título original) traz uma direção de fotografia impressionante de Mahmoud Kalari, responsável também por Fora do Jogo, de Panahi. Ele capta muito bem o naturalismo das situações através de uma câmera em movimento constante. O único momento em que a câmera está parada é quando vemos o casal principal diante do juiz, o que funciona muito bem para retratar aquele ambiente frio e deslocado que é o tribunal.
Incomodado com o sucesso de A Separação, o governo do Irã divulgou nota avisando para as pessoas terem discernimento na hora de analisar a obra, que segundo o Ministério das Relações Exteriores mostraria uma versão distorcida da República Islâmica. Mas a verdade é outra, se o filme além de ótimo ainda incomoda um governo ditatorial como o de Mahmoud Ahmadinejad nasce aí mais uma razão para assisti-lo. E saiba que ficará com esta bela história por um bom tempo na cabeça.
Fonte:AdoroCinema
Serviço
Cine Com- Tour (Avenida Tiradentes, 1241 - Parque Alvorada - Londrina)
O filme "A Separação" conta a história de Nader e Simin, que divergem sobre a possibilidade de deixar o Irã. Simin quer deixar o país para dar melhores oportunidades a sua filha, Termeh. Nader, no entanto, quer continuar no Irã para cuidar de seu pai, que sofre do Mal de Alzheimer. Chegam a conclusão de que devem se separar, mesmo ainda estando apaixonados. Sem uma esposa para cuidar da casa, Nader contrata uma empregada para ser responsável pelos afaseres domésticos e por tratar da rotina de seu pai. A empregada, que está grávida, aceita o trabalho sem avisar o seu marido.
Pensa em uma coisa fofa. Agora multiplica por dez! Isso é a Mostra Engatinhando, um evento todo produzido para bebês, com uma programação artística focada para a primeira infância ( de zero a três anos). A mostra será realizada entre os dias 22 a 28 de maio em diversos locais de Londrina. Na programação há oficinas, peças, apresentações de filmes e outras atividades. Engatinhando - Mostra para bebês, tem parceria com a Divisão de Artes Cênicas da Casa de Cultura da UEL.
Para mais informações acesse a página no Facebook.
No próximo domingo, dia 22, a Orquestra Sinfônica da Universidade Estadual de Londrina (OSUEL) apresentará o 3º Concerto da Temporada Ouro Verde 2016.
O programa será composto exclusivamente por trechos das óperas "O Barbeiro de Sevilha", "La Traviata", "Madame Butterfly", "Os Mestres Cantores de Nuremberg", "La Bahème", "Rigoletto", "Carmen" entre outras. No revezamento das árias estarão as sopranos Patrícia Mello e Michele Coelho, a mezzo-soprano Camila Santiago, os tenores Ivan Moraes e João Miguel Aiub e o barítono Thiago Montero. Todos os solistas são cantores líricos paranaenses de renome que integram a Mostra de Canto Lírico "Ópera, por que não?" que acontece em Londrina ao longo desta semana. A mostra participa do concerto da OSUEL como projeto convidado.
A regência será de Alessando Sangiorgi, Maestro Titular da Orquestra.
Serviço:
Concerto da Orquestra Sinfônica da UEL ("Temporada Ouro Verde")
Dia: 22/05, domingo
Horário: 10h30min
Local: Cine Com- Tour/ UEL
Entrada gratuita
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