quinta-feira, 9 de junho de 2016

Galeria: Exposição "Temporalidades, sobreposições e apagamentos"

 A terceira e última exposição do Edital Arte Londrina 4 foi constituída a partir de curadoria compartilhada entre o chefe da Divisão de Artes Plásticas, Danillo Villa e Cauê Alves. Mais de 150 artistas de todo o país enviaram seus portfólios.


"A escolha dos trabalhos foi pautada na emergência da memória como instância de criação. Os curadores sugerem que aquilo que se escolhe para ser registro de um fato está colado a ele tanto quanto produz significados que lhe são “alheios”.  As sucessivas leituras acabam por produzir novas e atualizadoras perspectivas que problematizam a pretensão de afirmar a memória como verdade. Vale conferir." 














Serviço
Exposição “Temporalidades, sobreposições e apagamentos” 
Horário: das 8 horas às 12 e das 14 às 18 horas

Local: Divisão de Artes Plásticas (DaP) - Av.Juscelino Kubitschek, 1973.
Entrada gratuita e aberta a todos



quarta-feira, 8 de junho de 2016

Novidade na Casa

Nasce o Grupo Vocal Épocas

A Divisão de Música da Casa de Cultura da UEL, passou a contar desde o último dia 2 de junho, com mais um grupo vocal em sua estrutura. Trata-se do Grupo Vocal Épocas, que terá no comando o Servidor da Divisão e Instrumentista Musical, Edvaldo Sousa.
O grupo nasceu com a finalidade de desenvolver um repertório diferenciado e que possibilite aos seus integrantes viajar musicalmente, partindo da música renascentista e os demais períodos, passando pela música Folclórica, música Sertaneja de Raiz, Jovem Guarda, Bossa Nova, MPB e chegando à música atual, observando sempre a viabilidade musical da obra que pode variar do uníssono à 4 vozes, podendo também ser acompanhado das mais variadas formações instrumentais dependendo do estilo da peça em ensaio.
O grupo foi pensado para um efetivo de 20 integrantes, porém, poderá trabalhar com até 30 cantores/as, com idade a partir de 14 anos e com disponibilidade para ensaiar uma vez por semana no período noturno. Apesar da abrangência musical, a ideia é formar um repertório com arranjos de rápida compreensão, podendo em alguns casos serem elaborados arranjos específicos para o grupo.
Os ensaios acontecerão todas as quintas-feiras das 19:00 às 21:00 horas na sala (garagem) da Divisão de Música e terá como diferencial aulas de teoria musical básica com duração de meia hora, sempre no início dos ensaios.
Podem participar do grupo todas as pessoas que se identificarem com a proposta apresentada, e que possuam alguma aptidão, não sendo necessária nenhuma formação musical anterior. Será feita apenas uma pequena audição para classificação vocal.
O grupo estará realizando audições durante todo o mês de junho para completar o efetivo que já conta com 12 cantores oriundos do Coro da UEL, Coral HU em Canto, Coro Juvenil da UEL e da comunidade londrinense, bem como, da cidade de Rolândia.
Os(As) interessados(as) poderão se dirigir à Rua Tupi, nº 210, Centro de Londrina, das 17:30 às 19:00h nos dias de ensaio.

Mais informações poderão ser obtidas na secretaria da Divisão pelo telefone: 43 - 3322-5224 no horário comercial.

Cine Com- Tour exibirá filme "Sudoeste" entre os dias 9 de 22 de Junho


SINOPSE E DETALHES
Em uma cidade pacata e anônima, durante um dia apenas, Clarice (Simone Spoladore) vê sua vida se desenrolar de maneira circular, da morte ao nascimento, e depois à velhice mais um vez. Ela observa as pessoas ao seu redor, que não envelhecem, e que não entendem sua existência. Esta mulher deve compreender a importância de temas fundamentais como a vida, a morte, a maternidade e a violência.

Data de lançamento 19 de outubro de 2012 (2h 08min)
Direção: 
Gênero Drama
Nacionalidade: Brasil
Distribuidor: Vitrine
Fotos: Divulgação

Crítica do Filme 

por Luiz Zanin (Jornal Estadão)

Sudoeste, vento bravo

 
Antes de seu primeiro longa, Sudoeste, o diretor Eduardo Nunes, de Niterói, fez um curta de sucesso em festivais, Terral (1995). Há uma continuidade entre os dois projetos, separados por mais de dez anos de distância e um considerável amadurecimento do cineasta.
No entanto, nos dois existe a presença das coisas do mar, do vento, de um tempo que aparece em suspensão, juntamente com os personagens.
Em Sudoeste, o procedimento é radicalizado. Nunes parece ter assimilado mais influências – fala-se em Andrei Tarkovski e em Apichatpong Weerasethakul, mas o diálogo mais próximo talvez seja geograficamente também o mais vizinho. Pois parece evidente em Sudoeste a presença inspiradora do clássico Limite, de Mário Peixoto, filme mítico da fase muda, que durante muito tempo esteve presente no imaginário cinematográfico brasileiro apenas pela lenda, até ser restaurado e voltar à circulação.
Se em Limite o naufrágio das almas se dá num barco à deriva, em Sudoeste ele acontece em terra firme, num vilarejo onde não parece acontecer nada. Pelo menos para os poucos moradores, menos para Clarice (Simone Spoladore) que faz mais um dos seus grandes papéis no cinema. A sua Clarice é uma personagem com consciência diferente das demais, como se funcionasse em outra rotação, como se vivesse uma certa dissonância de percepção em relação às outras. Um intervalo, uma lacuna entre um ser e os outros.
Esse seria o conteúdo “dramático” de um filme que, por outra parte, coloca ênfase em seu aspecto sensorial e não numa narrativa que se reduziria às coisas que acontecem. Pouco acontece, de fato. Mas esse pouco, é o que se mostra, pode ser muito. Pode ser tudo.
A tela panorâmica, o registro (belíssimo) em preto e branco, o som – são esses elementos que se sobrepõem ao fiapo de narrativa proposto. Isso quer dizer que Sudoeste é uma obra que se entrega primeiro à percepção e em seguida à reflexão. Mas não num aspecto temporal, sequencial. Sua percepção é já o seu pensamento. Mesmo porque seu material de construção é o próprio tempo, com seus mistérios, seus paradoxos, sua inexorabilidade.
Sudoeste toca assim em questões cruciais, e com um grau de maturidade surpreendente. Expressa a confiança do autor na autonomia da imagem, capaz de sondar um mundo reflexivo e de sensações pouco explícitas.

Revela, por outro lado, a coragem de ousar num mercado cinematográfico nacional que se conformou com a mediocridade. É verdade que todo ano contabilizamos pelo menos alguns exemplares de bom e às vezes ótimo cinema em meio à enxurrada de comédias ligeiras ou pesadas que fazem sucesso de público. Nesse nicho das exceções é que Sudoeste terá de encontrar o seu público. Sabemos que não é fácil.

Serviço

Cine Com- Tour (Avenida Tiradentes, 1241 - Londrina)
Sessões: às 16h e às 20:30h
Ingressos: R$12 e R$ 6 (meia)
O filme ficará em cartaz até o dia 22 de Junho

Fonte: Adorocinema

quarta-feira, 25 de maio de 2016

Crítica do filme "A Separação"

O filme entrará em cartaz amanhã no Cine Com- Tour



DEVASTADOR E PROFUNDO

por Lucas Salgado

5 Estrelas

Quando A Separação conquistou o Urso de Ouro do Festival de Berlim 2011, muitos apontaram que se tratava de uma decisão política contra a prisão do diretor iraniano Jafar Panahi (Isto Não é um Filme). Mas esta ideia cai por terra assim que acaba a sessão da produção, que é um dos mais belos, intensos e inteligentes dramas que passaram pelas telonas nos últimos anos. Ainda estamos no início do ano, mas acho muito difícil que não esteja na minha lista de melhores filmes de 2012.

Dirigido pelo talentoso Asghar Farhadi, que já havia chamado a atenção com o ótimo Procurando EllyA Separação traz uma história simples sobre as complexidades das relações entre os indivíduos. Mesmo ainda se amando, Nader (Peyman Moaadi) e Simin (Leila Hatami) são obrigados a se separar por causa do desejo dela em deixar o Irã à procura de uma vida melhor no exterior. Ele, no entanto, se recusa a abandonar seu pai, que sofre de Alzheimer. Este é apenas a premissa do longa, mas o roteiro vai ainda mais longe ao inserir na trama uma mulher grávida que vai trabalhar como empregada para Nader, mas esconde o fato do marido.

Embora todas as situações sejam profundas e interessantes, na verdade, o que importa é o sentimento que emana de cada uma delas, principalmente da tal separação do título. O filme possui alguns momentos de humor involuntário, como na cena em que Simin tenta convencer Nader a se mudar afirmando que seu pai nem sabe que ele é filho dele. "Mas eu sei que ele é meu pai", responde o marido. Este é apenas um de inúmeros diálogos dignos de destaque.

O longa aborda a realidade do Irã e o regime religioso do país, mas em momento algum cai na caricatura que vemos no Jornal Nacional ou em grande veículos de imprensa. Aqui, o que importa não é a conjuntura político-religiosa - por mais que interfira, obviamente, no andar da história -, mas sim a construção da relação entre os dois casais principais: Nader e Simin e a empregada Razieh (Sareh Bayat) e o marido Hodjat (Shahab Hosseini).

O elenco todo se destaca, inclusive as jovens Sarina Farhadi (filha do diretor) e Kimia Hosseini, mas é difícil não ressaltar a presença de Peyman Moaadi e Leila Hatami. As relações marido e mulher, pais e filhos e patrão e empregada são abordadas sem cair em qualquer maniqueísmo. Não existem heróis ou vilões, existem pessoas.

Aparentemente, não parece se tratar de uma produção de discurso político, mas ele está lá, ainda que discreto. Nader cuida do pai e age de forma até progressista com as mulheres à sua volta. Aceita se separar da esposa, não liga para o fato de sua empregada esconder do marido o fato de ter aceitado o trabalho e ainda educa a filha sem precisar ser rígido. Os ideais mostrados e defendidos pelo longa acabam sendo muito mais fortes do que se víssemos em cena passeatas de protesto ou discussões teológicas. Asghar Farhadi foge do debate sobre a "guerra santa", focando suas atenções nos noções de pecado e virtude.


Jodaeiye Nader az Simin (título original) traz uma direção de fotografia impressionante de Mahmoud Kalari, responsável também por Fora do Jogo, de Panahi. Ele capta muito bem o naturalismo das situações através de uma câmera em movimento constante. O único momento em que a câmera está parada é quando vemos o casal principal diante do juiz, o que funciona muito bem para retratar aquele ambiente frio e deslocado que é o tribunal.
Incomodado com o sucesso de A Separação, o governo do Irã divulgou nota avisando para as pessoas terem discernimento na hora de analisar a obra, que segundo o Ministério das Relações Exteriores mostraria uma versão distorcida da República Islâmica. Mas a verdade é outra, se o filme além de ótimo ainda incomoda um governo ditatorial como o de Mahmoud Ahmadinejad nasce aí mais uma razão para assisti-lo. E saiba que ficará com esta bela história por um bom tempo na cabeça.

Fonte:AdoroCinema

Serviço

Cine Com- Tour (Avenida Tiradentes, 1241 - Parque Alvorada - Londrina)
Sessões: às 16h e às 20h:30 min
Ingressos: R$12 e R$ 6 (meia)
O filme ficará em cartaz até o dia 8 de junho

"A Separação" estará em cartaz a partir de amanhã no Cine Com-Tour



O filme "A Separação" conta a história de Nader e Simin, que divergem sobre a possibilidade de deixar o Irã. Simin quer deixar o país para dar melhores oportunidades a sua filha, Termeh. Nader, no entanto, quer continuar no Irã para cuidar de seu pai, que sofre do Mal de Alzheimer. Chegam a conclusão de que devem se separar, mesmo ainda estando apaixonados. Sem uma esposa para cuidar da casa, Nader contrata uma empregada para ser responsável pelos afaseres domésticos e por tratar da rotina de seu pai. A empregada, que está grávida, aceita o trabalho sem avisar o seu marido.
Título original Jodaeiye Nader az Simin

Distribuidor IMOVISION

Informações técnicas 


Data de lançamento 20 de janeiro de 2012 (2h 03min)
Direção: 
Gênero Drama
Nacionalidade Todos os filmes - Irã

Trailer



Serviço

Cine Com- Tour (Avenida Tiradentes, 1241 - Parque Alvorada - Londrina)
Sessões: às 16h e às 20h:30 min
Ingressos: R$12 e R$ 6 (meia)
O filme ficará em cartaz até o dia 8 de junho

quinta-feira, 19 de maio de 2016

Mostra para bebês será realizada entre os dias 22 e 28

Pensa em uma coisa fofa. Agora multiplica por dez! Isso é a Mostra Engatinhando, um evento todo produzido para bebês, com uma programação artística focada para a primeira infância ( de zero a três anos). A mostra será realizada entre os dias 22 a 28 de maio em diversos locais de Londrina.  Na programação há oficinas, peças, apresentações de filmes e outras atividades.

Engatinhando - Mostra para bebês, tem parceria com a Divisão de Artes Cênicas da Casa de Cultura da UEL.




 Para mais informações acesse a página no Facebook.

segunda-feira, 16 de maio de 2016

OSUEL realiza terceiro Concerto da Temporada Ouro Verde



No próximo domingo, dia 22, a Orquestra Sinfônica da Universidade Estadual de Londrina (OSUEL) apresentará o 3º Concerto da Temporada Ouro Verde 2016.
O programa será composto exclusivamente por trechos das óperas "O Barbeiro de Sevilha", "La Traviata", "Madame Butterfly", "Os Mestres Cantores de Nuremberg", "La Bahème", "Rigoletto", "Carmen" entre outras. No revezamento das árias estarão as sopranos Patrícia Mello e Michele Coelho, a mezzo-soprano Camila Santiago, os tenores Ivan Moraes e João Miguel Aiub e o barítono Thiago Montero. Todos os solistas são cantores líricos paranaenses de renome que integram a Mostra de Canto Lírico "Ópera, por que não?" que acontece em Londrina ao longo desta semana. A mostra participa do concerto da OSUEL como projeto convidado. 
A regência será de Alessando Sangiorgi, Maestro Titular da Orquestra.

Serviço:

Concerto da Orquestra Sinfônica da UEL ("Temporada Ouro Verde")
Dia: 22/05, domingo
Horário: 10h30min
Local: Cine Com- Tour/ UEL
Entrada gratuita

Para acompanhar as atividades da OSUEL e da Casa de Cultura siga as páginas no Facebook AQUI e AQUI