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quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Encontros Interativos na DAP

Encontros Interativos _ Artes Plásticas


Nas tardes de quarta-feira, a Casa de Cultura UEL_Artes Plásticas convida a todos os interessados em produzir, pensar e discutir ARTE a participarem da nossa programação.


03 de novembro
Branco no Branco. Sobre papéis faremos desenhos / pinturas / colagens tendo como elemento principal à composição e a cor. A idéia é transformar a superfície neutra do papel, interferindo o mínimo possível na sua cromaticidade, ainda que ocupando toda a área física desse suporte.
Materiais necessários: Tragam suas ferramentas e material para desenho - papéis, lápis, canetas, canetinhas, pinceis e tintas.

10 de novembro
Nesta quarta exploraremos as manipulações das imagens. Iremos partir de imagens previamente selecionadas, impressas em suportes diversos como: fotografias, imagens de revistas e recortes de jornais. As imagens serão manipuladas através de recortes, colagens e desenhos de observação. Os corpos dos modelos-vivos serão propostos como  elemento articulador de novas composições imagéticas.
Materiais necessários: Imagens para manipular , papéis diversos para as colagens, estilete, tesoura, cola, durex e materiais para desenho.

17 de novembro
A proposta desta semana parte das sonoridades. Partindo de uma composição musical de John Cage construiremos uma instalação coletiva, guiados pelas instigações sonoras da partitura desse artista. Criando uma composição visual de sensorialidades distintas das habituais em um espaço de ateliê.
"Quando eu era jovem, um de meus professores costumava se queixar de que assim que eu começava uma música, já a encaminhava para o final. (...) Eu introduzi o silêncio. Eu era um solo - digamos assim - no qual o vazio podia crescer."(CAGE, http://educacao.uol.com.br/biografias/ult1789u223.jhtm)
Assim se expressou o compositor de vanguarda John Cage, artista performer músico, que concebeu o silêncio como parte fundamental e geradora da criação musical.
Materiais necessários: Os participantes poderão trazer materiais que possam contribuir com a prática proposta, instrumentos, sucatas ou qualquer material sonoro.

24 de novembro

Intervenção urbana - Finalizando as atividades dos encontros interativos 2010, realizaremos uma ação coletiva de intervenções urbanas, agregando propostas diversas, como: colagens de stiquers, performances, pic-nic, happenings e outras manifestações artísticas, elaboradas pelos participantes e executadas nessa tarde com todos os interessados que deverão comparecer às 14:00h para proliferarmos as idéias ao grupo, saindo às 15:00 da Casa Branca para realizarmos as atividades pelas ruas da cidade.
Materiais necessários: Como os participantes poderão propor suas ações, é necessário que os mesmos tragam os materiais necessários para a prática de suas propostas.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Manifestarte - Encontros Interativos


A Casa de Cultura UEL promove periodicamente os Encontros Interativos, momento para se discutir arte em ambiente não formal, e nesta sexta, dia 20, o encontro será realizado com um jantar, no qual o chef de cuisine será Cláudio Gargia, artista plástico, mestre pela Unicamp e professor da UEL.
Os interessados em participar devem enviar email para maninfestarte@gmail.com maninfestando sua vontade. Especifique no espaço assunto: “jantar”. Pedimos que tragam uma bandeja de morangos por pessoa e a cada 3 pessoas, um pote de sorvete de creme.

Limite de 20 pessoas.

Manifestarte - Encontros Interativos
Dia 20/08 ( sexta-feira )
Casa Cultura UEL_Artes Plásticas – Av. JK, 1973.
Artista convidado: Cláudio Gargia
Horário: 19h30
Menu: Sopa de morangos.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Encontros Interativos desta semana


A Casa de Cultura UEL_Artes Plásticas em sua nova sede, Avenida JK, 1973, convida o público para visitar o espaço e participar das atividades semanais. São Encontros Interativos que pretendem possibilitar momentos de discussão, produção e fruição das artes, através de linguagens como pintura, desenho, fotografia, vídeo e as novas tecnologias.

Na seqüência das atividades dos Encontros Interativos, as propostas para as próximas duas semanas de atividades contam com reflexões a partir do corpo e sua relação com a percepção visual e as investigações no campo da fotografia além de questões que envolvem os trabalhos desenvolvidos coletivamente, em atividades conjuntas, a partir de projetos desenvolvidos por vários artistas e que promovem parcerias e multidisciplinaridades.


Café com lápis: 06/10 (terça-feira)

Nas tardes de terça feira os encontros acontecem com atividades práticas de atelier buscando fomentar as produções artísticas e estimular as discussões e reflexões partir dos trabalhos realizados.
Atividade: Produção de desenhos para stikers visando intervenções no espaço urbano.

obs: os participantes deverão trazer seus materiais - caneta para retroprojetor

Pipocação: 07/10 (quarta-feira)

As tardes de quarta feira são reservadas para as projeções de vídeo-arte seguidas de debates e interações reflexivas.
Atividade: Projeções de vídeos sobre intervenções, performances nos espaços urbanos e coletivos artísticos. Discussões sobre o tema com os coletivos Banana Charmosa e MANADA.

Bafafá: 08/10 (quinta-feira)

As quintas-feiras, no período da tarde, momentos de leituras e debates buscam estimular as reflexões e o aprofundamento a partir de textos sobre as manifestações artísticas.
Atividade: Debate: Intervenções Urbanas, Performance e os Coletivos na arte contemporânea a partir do texto TEC-NO-CORPO DA PERFORMANCE de Larissa Ferreira e da apresentação da pesquisa de Rafael Pereira da Silva, graduando do quarto ano de Artes Visuais – UEL e integrante do Coletivo Banana Charmosa.


O texto a ser debatido está disponível no link abaixo:
http://artesplasticascasadeculturauel.blogspot.com/


quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Bafafá na Casa de Cultura Artes Plásticas


Tem programação para a tarde de hoje??
A Casa de Cultura UEL Artes Plásticas convida todos que tiverem um tempo livre nesta tarde de quinta-feira para o Bafafá, um encontro que possibilita leituras e debates de textos sobre movimentos artísticos a fim de estimular um aprofundamento e reflexões. No BAFAFÁ de hoje o texto discutido será "A luz e o Cego" do filósofo, fotógrafo e Teórico das Artes, Evgen Bavcar.
O encontro começa as 14h30min e está aberto ao público.

Segue abaixo o texto do esloveno Bavcar. Você pode encontrar o texto também no Blog da Casa de Cultura Artes Plásticas.

A luz e o cego
Evgen Bavcar

Quero sublimar a relação entre o verbo e a imagem para iniciar uma reflexão mais particularizada. De início, é preciso constatar que não se pode separar essa parceria que eles formam, uma vez que a imagem condiciona o texto e vice-versa. Ou por outra, logo que nós não dispomos mais de imagens, é o verbo quem nos fornece novas possibilidades.

Para tanto, basta evocar os textos bíblicos em que se apoiaram, por exemplo, os pintores, para conceber a imagem física de uma personagem ou de um evento. A importância do texto nos parece particularmente importante no caso do Moisés de Michelângelo. Os cornos de sua cabeça vêm de um certo erro de tradução no texto que serviu de suporte à figura. Que Michelângelo jamais viu Moisés, é evidente: foi o espaço do verbo que lhe forneceu a imagem mental em seguida trabalhada na pedra. Podem ser encontrados casos semelhantes envolvendo outras imagens da História da Arte a que se referem a Bíblia: figuras de Jesus, da Virgem Maria, ou esculturas representando Jó, David. Desta perspectiva, o artista é sobretudo o mediador entre as trevas do verbo, do fundo de sua cegueira, e a evidência concreta da imagem, tal como realizada na Arte através de um ou de outro suporte material.
O verbo é, então, cego: ele nos fala do lugar em que surge uma gênese primeira da imagem. É desse modo que, se queremos ir às origens das imagens visuais, nós chegamos forçosamente ao espaço do invisível, este do verbo, e à noite que precede o dia das figuras conhecíveis. Podemos assim parafrasear São João, dizendo: no princípio era o verbo, o qual torna-se imagem, a carne do visível, o visível em carne e osso, o substrato cognitivo do olhar.
As longas polêmicas em torno da iconofilia e do iconoclasmo são muito reveladoras desta relação entre o verbo e a imagem. E a dialética entre esses dois termos persiste incansável: opõe ao visível o invisível, à imagem a palavra e reciprocamente.
Não podemos conceber uma arqueologia da luz sem considerar a escuridão, e sem elucidar o fato de que a imagem não é apenas alguma coisa da ordem do visual, mas pressupõe, igualmente, a imagem de obscuridade ou das trevas.
É este espaço das trevas que nós encontramos na primeira manhã do mundo, pois Deus povoou estes lugares antes de se dar conta de que a luz era boa, como nos diz o texto do Gêneses. Os anjos revoltados e, desse modo, caídos, regressam às trevas e se tornam em conseqüência os lucíferes, isto é, os portadores da luz; satãs são exilados nas origens, pois eles não quiseram compreender a bondade da luz. Paradoxalmente, essa danação transforma-se no retorno às primeiras fontes da clareira do mundo, seu berço, situado no obscuro das origens.
As trevas condicionam a instauração da luz, são sua pré-imagem lógica e indispensável na ordem das coisas visíveis. A obscuridade permanece um estado latente, a saber, a luz em potência de devir e de ser.
O quadrado negro de Malevitch ilustra perfeitamente bem esse processo de criação. Este quadrado simboliza a consumação de materiais até um ponto em que o retorno às trevas se impõe, e daí a necessidade de um esquecimento estético que permitirá a superação deste estágio. Voltar para trás do quadrado negro ou ir além dele significa sobretudo recusar a positividade dos modelos repetitivos e se compromissar com o negativo.
A significação do quadrado negro de Malevitch está talvez expressa na frase de Kafka: “o que é positivo está dado, é então preciso descobrir o negativo”. Deste modo, o negativo nos é fornecido já pela obscuridade do momento vivido, isto é, pela experiência do existir no cotidiano, experiência tampouco alcançada, nem na clareira da memória que leva ao passado, nem naquela outra que cria uma luz de antecipação sobre o futuro.
Com a superfície negra, o objeto pictural antecipa a possibilidade de uma superação estética, cônscia de que somente um tênue vislumbre messiânico lhe é conferido – até o ponto de uma frágil força de redenção, como diria Benjamin. O salvamento do sujeito criador permanece possível enquanto ele pode se colocar em face do obscuro, fazendo das trevas o seu objeto, o seu complemento, e não um inimigo a ser excluído do processo de criação. Notemos que as reflexões de Adorno sobre a relação sujeito-objeto podem nos dar alguns meios lógicos para compreender isto. Consideramos a tentativa de Malevitch, sobretudo como a defesa da subjetividade contra a objetificação exagerada na arte, que vai até a perda do sujeito criador. O quadrado negro é, assim, um último grito contra o mundo em que tudo se torna intercambiável, mesmo o estatuto do sujeito. Dito de outra maneira, aquela figura dá ainda a esperança de um olhar para além do banal em que tudo se nivela.
O quadrado negro se torna o conteúdo sedimentado de uma forma pictural que permaneceu fiel à lógica dos materiais disponíveis ao pintor. É preciso ir, agora, para trás do quadrado negro, concebendo as trevas não somente como superfície, mas sobretudo como um volume, como um espaço existencial em que podem ainda aparecer algumas estrelas redentoras brilhando por sobre o novo. Ir atrás desta cortina significa ao mesmo tempo aceitar uma outra Eurídice no Hades da existência; em termos diferentes, uma outra Eurídice, que anda à nossa frente e não atrás, como rezava o mito. Nele, enxergá-la era perdê-la de vista para sempre. Se somos obrigados a imaginá-la andando atrás, somos ainda os escravos de uma memória física constrangida à fatalidade da perda do objeto e, assim, à morte do sujeito.
Deve-se ainda crer na cegueira do verbo – sendo ele representado pelo silêncio dos passos de Eurídice atrás de nós – e acreditar de olhos fechados na sua imagem. Através desse expediente, nós podemos escapar à tentação fatídica que nos ameaça, da queda do mito do qual nós nos críamos liberados. Desta maneira, podemos superar a angústia diante da obscuridade do momento vivido, para, em seguida, ir ter com os outros espaços do possível. A imagem que temos diante de nós é uma forma de pré-imagem, expressão de um frágil vislumbre de utopia, a qual suscita em nós a saída das trevas, lugar que nos legou a memória física, de uma beleza completa.
Certamente, nada somos além de intérpretes das obras do passado, pois sua luz pertenceu somente ao criador, logo, àquele que dela tinha o saber absoluto. Devemos diferenciar a memória física da memória psíquica, a qual se aproxima mais da obra enquanto evento. Interpretando este evento, nós não possuímos senão o seu conhecimento relativo.
O caráter repetitivo das obras não entra em nenhum caso na lógica da luz como conteúdo sedimentado na criação. É no coração das trevas que pode surgir o astro salvador e, conseqüentemente, dar sentido a uma nova luz por trás das trevas. Se esta força da salvação nos lampeja frágil, como quer Benjamin, ela é, segundo ele, própria de cada geração. Por essa razão se devem abandonar as iluminações positivas concebidas como a continuidade não diferenciada dos eventos artísticos.
Graças à invenção da câmara obscura, podemos compreender melhor o fenômeno da imagem antecipada pela negatividade, na obscuridade. Esta última, ao menos em aparência, se torna controlável pelo olhar do homem para se poder criar a imagem como reflexo do mundo exterior. Mas, na realidade, não se trata do reflexo, mesmo quando a fotografia é colorida. É, antes, apenas uma forma de expressão visual do real inatingível. É ver uma ilusão do identificar-se entre a objetividade material e o seu sujeito.
Com a fotografia enquanto imagem, tem início a perda da aura segundo a perspectiva de Benjamin. Uma foto é a imagem de alguma coisa já morta e permite apenas uma vaga ilusão a respeito da identificação do aqui e agora. No entanto, a câmara obscura nos permite compreender a obscuridade como tábua rasa, como esquecimento estético por excelência, em relação às imagens que nós podemos criar. Com a câmara obscura, o homem encontra um equivalente tecnológico para a experiência deste esquecimento. Assim, seria possível encarar mais radicalmente esta questão na pintura, onde esta oposição claro/escuro se articula de maneira mais orgânica e natural.
A câmara obscura é um método efêmero do apagar da luz para que esta possa melhor se fazer valer. Na minha própria experiência, o aparelho fotográfico não é mais do que um acessório técnico com o qual eu tento exprimir minha situação existencial.
A fotografia me assegura também uma nova possibilidade de interpretação do mito grego de Eros e Psiquê, sobretudo sua obscuridade original, antes da separação provocada pelo olhar incrédulo de Psiquê. Já neste mito, a visão física funciona como expressão da distância, no sentido de uma privação do objeto de desejo.
O olhar físico que quer ver não é aquele olhar da verdade, pois a presença de um objeto só pode ser confirmada pelo toque físico. Por essa razão, o tato permanece o único órgão da verdade. Poder-se-ia defini-lo como um olhar chegado, ou encostado, aquele que não provoca ainda a separação inelutável entre o sujeito e o objeto do conhecimento. Não nos resta senão examinar esta separação, a fim de que o pensamento permaneça o único princípio verificador de uma possível verdade. O toque táctil continua sendo o sentido da verdade, dado que ele não pode negar a materialidade das coisas. Ele não pode confundir a imagem com o seu substrato material.
Em outras palavras, a proximidade táctil é o mais seguro sinal de uma existência real. A liberação da imagem física da sua representação interior abre todas as possibilidades de imagens-clichês que, como tais, podem se justificar por elas mesmas. A abundância dessas imagens no mundo moderno forma uma percepção abstrata das coisas que freqüentemente não existem mais por elas mesmas, mas somente através das imagens. Hoje, por exemplo, a realidade do mundo torna-se mais televisiva, mais distante do que jamais.
Quanto mais nós iluminamos a superfície de nossa realidade cotidiana, mais nós obscurecemos os berços possíveis de uma outra luz. E é igualmente verdade que quanto mais se desenvolve o mundo visual, mais extenso também fica o mundo invisível. Mas, uma vez que a abundância da imagem-clichê é desprovida de qualquer substrato subjetivo, ela destrói no nosso cotidiano a presença real das coisas, e sua representação de nossa interioridade. Nós não percebemos senão a iluminação, sem poder ver a luz que é ligada estreitamente à nossa possibilidade cognitiva, isto é, ao nosso espírito. Este último só pode conceber em nós o claro-escuro e, pela analogia, compreender os fenômenos exteriores sem que o peso da tecnologia da imagem ofenda as nossas percepções.
Não se percebe nada se não se pode formular uma linguagem, e enxerga-se só aquilo que se sabe. Os limites da nossa visão são assim semelhantes àqueles da língua. A imagem-clichê é a expressão visual do empobrecimento da imagem; e isto até mesmo na forma contemporânea da sua economia. É assim que se pode compreender o banal visual e a ausência de imagem, que vão para além desta repetição do déjà vu, sob os auspícios da ideologia da novidade.
Devemos também nos dar conta de que a proliferação de imagens causa prejuízo à narração. O rádio, por exemplo, não tem nunca o mesmo impacto que a televisão. No entanto, estas duas mídias modernas estão submetidas à mesma economia de linguagem. O real que nós percebemos pela televisão torna-se, deste modo, uma superfície autônoma carregando nela o esquecimento de seu substrato, assim como o apagamento do sujeito ainda capaz de uma representação interior. Para pensar ainda as imagens, importa encontrar a marca do sujeito para não se chegar ao simulacro como a única realidade plausível.
Uma nova arqueologia da luz nos permitiria encontrar o olhar interior, devido à oposição entre memória psíquica e memória física – até mesmo tecnológica – mas também encontrar a marca do sujeito, para instaurar as imagens que é capaz de assimilar. De fato não se enxerga nada se não se está em condições de criar uma representação interior relativa às coisas que se percebem, deixando de arruiná-la, neste mesmo ato, por uma iluminação consumidora. Essas obras poderão existir para nós através de aberturas por vezes frágeis de uma memória que se defende ou que se resiste às visões preconcebidas. Desta sorte, as imagens da televisão podem elas também resistir ao fato de nada serem além de clichês. Mas elas não devem nos distanciar das coisas para nos dar a ilusão de uma falsa proximidade. Essas imagens televisivas não devem sequer existir suprimindo outras existências, mais materiais e mais concretas.
No meu trabalho de fotógrafo, compondo a luz num espaço obscuro concebido como volume, sou consciente da separação do mundo do verbo daquele da imagem que eu quero reconciliar, ficando fiel ao iconófilo exterior que eu era, e ao iconófilo interior em que me transformei.
Posso dizer que nunca peguei nada em fotografia. Pegar em foto é uma constatação válida para os outros, que me vêem como fotógrafo. Na realidade, eu tentei sobretudo fazer valer uma imagem mental convertendo-se em película. Isto que eu fotografo, os outros não podem fazê-lo, e reciprocamente.
Situando-me no ponto zero da fotografia, eu devo refletir novamente sobre uma significação apropriada da câmara obscura, da qual eu tenho a experiência material em absoluto. Se as minhas imagens existem para mim através da descrição dos outros, isto não me impede em nada a possibilidade de vivê-las pela atividade mental. Elas existem mais para mim quanto mais elas possam se comunicar também com os outros.
Talvez Filostrato tenha visto a galeria de Nápoles; todavia, pelo seu texto, podemos imaginá-la. As pessoas que olham diretamente as minhas fotos me dão a possibilidade de me assegurar da realidade materializada dos meus atos mentais. Por essa razão, eu me considero um artista conceitual sempre obrigado a pré-imaginar a imagem sobre a película. O aparelho fotográfico não pode pensar por mim.

Evgen Bavcar é doutor em Filosofia da Estética pela Universidade de Paris, filósofo, fotógrafo e teórico da Arte. Este texto foi extraído do livro “O ponto zero da fotografia” de Evgen Bavcar, publicado pela Very Special Arts do Brasil e originalmente publicado no livro “Artepensamento”, editado pela Editora Companhia das Letras, em 1994.

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Encontros Interativos desta semana


Café Com Lápis - terça-feira- 29/09 - 14h30min


Nas tardes de Terça Feira os encontros acontecem uma série de encontros para a produção de atividades de atelier, com o objetivo de discutir, pensar e desenvolver práticas artísticas utilizando diversas linguagens.

Atividade: desenho do corpo através de imagens refletidas por espelhos fixos no ambiente – os exercícios pretender explorar as possibilidades de recortes e ângulos criadas por meio do corpo e seus reflexos.

Obs: os participantes deverão trazer seus materiais.



Pipocação - quarta-feira – 30/09 – 14h30min


Serão exibidas projeções de vídeo-arte seguidas de debates e interações reflexivas.

Atividade: Projeções de vídeos de artistas que tarbalham com a linguagem da fotografia e do vídeo. Nesta semana serãoa prsentados os trabalhos de Rosangela Renné por Mavi Veloso, graduando do quarto anos de Artes Visuais



Bafafá – quinta-feira- 01/10 – 14h30min


Um momento de conversa e debates que procuram estimular as reflexões e o aprofundamento a partir de textos sobre manifestações artísticas.

Atividade: Debate do texto “A Luz e o Cego” DE Evgen Bavcar com Fernanda Magalhães.

O texto a ser debatido está no link abaixo:




sexta-feira, 25 de setembro de 2009

"ENCONTROS INTERATIVOS”


Projeto da Casa de Cultura da UEL proporciona discussões sobre a integração entre o homem e a arte

Começa hoje, 23 de setembro, o projeto Encontros Interativos, que busca criar um espaço de reflexão das manifestações artísticas. A proposta é convidar o público a visitar e participar das atividades realizadas pela Casa de Cultura da UEL_Artes Plásticas. A Casa recebe a exposição de fotografia Bilder Von Tanz – Imagens da Dança através do Goethe Institut Curitiba, até dia 25 deste mês, e é por este viés que o Encontros Interativos inicio aos seus trabalhos discutindo a dança, a partir do corpo.

A tarde começa com o Café com Lápis, que são encontros para realizar atividades de atelier e desenvolver práticas artísticas. Os interessados devem trazer o material para esta oficina que pode ser papel, grafite, lápis de cor, giz de cera, carvão, canetinhas, etc. Fica a critério de cada um trazer o que desejar. Hoje a intenção é desenhar as linguagens do corpo em movimento, os sinais da dança e a representação bidimensional.

Amanhã, quinta-feira, 24 de setembro, o encontro é mais reflexivo, mas com muito papo sobre o assunto: é o Bafafá que são as tardes de discussões sobre as manifestações artísticas. O assunto desta semana é o mundo da dança. Para os interessados, o texto de amanhã está disponível no Blog da Casa de Cultura UEL_Artes Plásticas http://www.artesplasticascasadeculturauel.blogspot.com

E para finalizar, entra em cena o Pipocação com as tardes reservadas para as projeções de vídeo-arte. Além dos vídeos, para esta sexta (25/09) está programado um bate papo com Daysa Darcin – graduanda em Artes Visuais pela UEL.

Somente esta semana a programação inicia na quarta feira e segue até sexta. A partir da próxima, os Encontros Interativos vão acontecer `as terças, quartas e quintas, sempre das 14h30 às 16h30.

Vale lembrar que as atividades de cada semana são interligadas entre si e com a programação das outras semanas, podendo, no entanto, serem usufruídas isoladamente. A estrutura dos Encontros Interativos é amarrada por questões que abordam o corpo na arte, as representações e suas linguagens. Cada encontro irá abordar uma proposta de reflexão e todas juntas formam uma rede, que será tecida pelos participantes das atividades. Os Encontros Interativos são direcionados para artistas, estudantes e interessados em desenvolver uma linguagem no campo das artes, que queiram aprimorar e discutir assuntos como a fotografia, o desenho e as novas tecnologias a partir do desenvolvimento de uma poética.



Serviço

Local: Casa de Cultura UEL_Artes Plásticas - Av. Juscelino Kubstcheck, 1973, Londrina, PR.

Dias: Primeira semana, 23, a 25/09/09, excepcionalmente, quarta, quinta e sexta-feira, e a partir do dia 29/09/09, todas as terças, quartas e quintas-feiras.

Horário: 14:30h as 16:30h

Ingresso: Livre

Acessem nossos blogs : www.casadecultura-uel.blogspot.com
ou www.artesplasticascasadeculturauel.blogspot.com

terça-feira, 22 de setembro de 2009

"ENCONTROS INTERATIVOS”


Terças, quartas e quintas na divisão de Artes Plásticas da Casa de Cultura UEL


A divisão de Artes Pláticas da Casa de Cultura UEL está promovendo uma série de encontros que objetivam a interação/ reflexão entre homem e arte. As terças-feiras são realizados o "Café com Lápis" série de encontros para a produção de atividades de atelier, com o objetivo de discutir, pensar e desenvolver práticas artísticas utilizando diversas linguagens. Nas quartas-feiras é realizado o "Bafafá", um momento de conversa e debates que procuram estimular as reflexões e o aprofundamento a partir de textos sobre manifestações artísticas. Por fim, as quintas-feiras acontece o "Pipocação", onde são exibidas projeções de vídeo-arte seguidas de debates e interações reflexivas.

Serviço:

Local: Casa de Cultura - Divisões de Artes Plásticas -Av. Juscelino Kubstcheck, 1973
Dias: Todas as terças, quartas e quintas-feiras
Horário: 14:30h as 16:30h
Ingresso: Livre