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quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Artista Plástica realiza oficina com alunos de Artes Visuais da UEL

Vânia Mignone busca abrir os horizontes de estudantes que estão se formando

Alunos do curso de Artes Visuais participam de oficina e ateliê de pintura com a artista Vânia Mignone

Artista plástica formada pela Unicamp, Vânia Mignone, foi convidada pela Divisão de Artes Plásticas (DaP) para realizar uma oficina com estudantes do curso de Artes Visuais da UEL. O bate-papo com a artista foi no espaço da DaP em que está sendo exposto o “Ateliê Permanente – oito cabeças e um burro”. Ela ainda realizou um ateliê de pinturas e desenhos para que os estudantes pudessem por em prática suas habilidades.

A conversa foi a respeito do tema “processos de trabalho”. Segundo Vânia Mignone, “para quem está terminando o curso é sempre interessante conhecer como outro artista faz [seu trabalho]”.

Vânia Mignone fala à respeito de processos de trabalho no meio artístico
Ela, que teve dificuldades em definir a maneira de trabalhar, afirma que “o aluno está na universidade para experimentar caminhos”. Portanto, seu intuito é explicar o modo como se organiza até chegar ao produto final, para ampliar o horizonte dos estudantes e fazê-los perceber que não há somente uma maneira de produzir. “Às vezes algo muito simples que a gente fala, abre uma oportunidade muito grande pra quem está começando”, diz.

A artista conta que sempre teve habilidade para desenhar o que via, de modo proporcional, acadêmico, e por isso, encontrava dificuldades em fazer trabalhos expressivos. Para ela, trabalhar com xilogravura no início de sua carreira, em 1994, colaborou para que retirasse de sua técnica “os refinamentos que tinha para conseguir fazer um traço mais expressivo”.

Hoje em dia, Vânia Mignone ainda trabalha com madeira (MDF), mas utilizando a pintura. Ela explica que é necessário que o artista conheça bem o material com que vai trabalhar. “Você precisa conhecer para poder usar as possibilidades dele [do material]. É um processo longo, pois o artista precisa se dedicar a isso”, afirma. E explica também que o artista não deve se prender a materiais caros, para que não tenha medo de utilizá-lo.

Danillo Villa, diretor da Divisão de Artes Plásticas, ressalta características importantes das obras de Vânia Mignone: “Tem sempre um detalhe que contra outra coisa, uma sobra de outra pintura, sobreposições. Às vezes ela pinta um objeto e sente falta de uma pessoa, então acrescenta e vai compondo a cena, moldando o trabalho”.

Danillo Villa, diretor da Divisão de Artes Plásticas, participou da oficina
A artista trabalha sem utilizar cadernos de anotações ou mesmo esboços. Segundo ela, seu trabalho surge da emoção. “Sento com o material e começo por algo que me dê vontade. Uma cor - pinto a superfície da madeira com uma cor - ou com um recorte, ou palavra, ou um número. Só para começar e ver que ideia e que emoção colocarei em cima da madeira”, explica.

Vânia Mignone questiona a influência que os avanços tecnológicos têm causado na produção artística. Segundo ela, muitos estudantes ficam presos a esses avanços e têm medo de procurar outras possibilidades para trabalharem. “Sempre gostei muito do desenho e da pintura. Embora eu utilize uma técnica tão antiga, ela representa o que eu vejo hoje em dia tanto quanto os meios mais modernos”, afirma.


Uma das pinturas da artista. Retirada de seu acervo digital.
Outras pinturas e informações sobre a artista: http://www.vaniamignone.com.br/


Texto e fotos: Pamela Oliveira

quinta-feira, 18 de abril de 2013


"NADA DO QUE LEMBRAMOS É VERDADE" É A ÚLTIMA
ETAPA DO EDITAL "ARTE LONDRINA".
A exposição tem início na próxima quinta-feira, 25 de abril.

A 3ª e última etapa do Edital Arte Londrina, "Nada do que Lembramos é Verdade",  começa a expor os trabalhos a partir de 25 de abril na Divisão de Artes Plásticas (DaP). A abertura contará com palestra da artista plástica paulistana Janina MCquoid (menção honrosa com série de fotografias) e do Prof. Dr. Gabriel Giannattasio (Dpto. de História da UEL).





Dos 51 artistas selecionados pelo edital, 21 participarão desta etapa. Os artistas são  de vários pontos do país e tiveram suas obras selecionados pelos curadores Danillo Villa, Chefe da Divisão de Artes Plásticas e professor da UEL, e Ricardo Resende, diretor do Centro Cultural de São Paulo. A exposição propõe uma discussão sobre os caminhos e processos da memória na criação de verdades por meio de pinturas, vídeo performances, desenhos, objetos e fotografias. 




"Nada do que Lembramos é Verdade" permanecerá aberta até 7 de Junho.
 Entrada franca.
Serviço:
Mediações poderão ser agendas pelo telefone 43 3322-6844.
Divisão de Artes Plásticas: Av. Juscelino Kubitscheck, 1973
Funcionamento: de segunda a sexta-feira, das 8h às 12h e das 14h às 18h.
Outras informações no blog da DaP: www.dapcasabranca.blogspot.com

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Alunos visitam exposição "Arte Londrina" e batem papo com uma das artistas



Na última terça-feira, 2, os alunos do Colégio Uninorte Junior visitaram a exposição da Segunda Etapa do Edital Arte Londrina na Divisão de Artes Plásticas. Elke Coelho, uma das 19 artistas que participam desta etapa, acompanhou os alunos durante a visita. Seu trabalho, “Ferida”, traz mais de cem mil florezinhas “Sempre Viva” vermelhas, divididas de acordo com sua tonalidade dentro de cerca de 560 caixas de acrílico.

Crianças visitam a Exposição da 2° Etapa do Edital "Arte Londrina"
A artista explica que esta flor sempre esteve presente nas paisagens de sua infância, então decidiu pensá-la sob o olhar artístico. “Quando eu era pequena, essas florezinhas eram bem comuns para enfeitar festas e sou muito atenta a elementos que quase não se notam no cotidiano. Então, decidi juntá-las em uma única cor, a cor vermelha, levando mais de um ano para preencher todas as caixinhas que estão em meu trabalho”, conta.

Após observarem os trabalhos expostos, as crianças puderam bater um papo com a artista, dando opiniões sobre a obra e tirando dúvidas. Para Elke Coelho, esse diálogo é um desafio, pois a faz pensar seu trabalho a partir de outras perspectivas. “Houve uma criança que disse que a caixinha lembrava um coração. Esse tipo de metáfora, que nunca tinha passado pela minha cabeça, me faz começar a pensar de outras maneiras”, diz.

Elke Coelho em frente à seu trabalho "Ferida"
Ela ainda explica que o desafio maior é falar para crianças tão pequenas “a respeito de algo que envolve um processo de constituição um pouco complexo”. Segundo a artista, nessas situações ela procura observar cada grupo de pessoas, se atentando para a faixa etária, as formações, o diálogo que vão estabelecendo ao longo da visita. A partir daí, ela tenta explicar os detalhes da obra de maneira que faça sentido ao grupo. “Eu vou tentando fazer conexões que façam sentidos para eles também. Aí está uma questão interessante nas obras de arte: mesmo sendo uma coisa só, conseguem fazer sentido para uma gama de pessoas muito distintas”, afirma.

O ESPAÇO

Elke Coelho ressaltou que o espaço tem grande influência, politica e artisticamente, nas exposições. “O aspecto político influencia porque, ao expor meu trabalho em determinado local, eu estou concordando com a política que se estabelece nele, ou seja, afirmo que compartilho de determinada visão.” Ela explica que, em termos artísticos, o formato do espaço e sua assepsia são outros fatores que têm influência na exposição. 

A artista ainda elogia o espaço da Divisão de Artes Plásticas. “Aqui encontramos uma grande quantidade de paredes brancas e uniformes que fazem a arte ganhar voz, mas, diferente aa maioria das galerias em que o formato de cubo branco é muito rígido, aqui existe a assepicia necessária para a exposição junto à uma dinamicidade, uma mistura de formas”, diz.

A parede onde está exposto o trabalho "Ferida"
 foi um dos desafios para a artista
Segundo ela, a parede onde está exposto seu trabalho é tão importante quanto as caixinhas que o formam. “Aquela parede me propôs uma situação para repensar o meu trabalho”, conta a artista que já teve outros trabalhos expostos na Divisão de Artes Plásticas.



Serviço:
Exposição Arte Londrina
Local: Divisão de Artes plásticas, localizada na Av. Juscelino Kubitschek, 1973 
De segunda à sexta, das 8h às 12h e das 14h às 18h,
A exposição vai até dia  19 de abril.
Entrada Franca

Fotos: Pamela Oliveira

terça-feira, 5 de março de 2013

Exposição "Pós-Paisagem" abre a temporada 2013



Exposição "Pós-Paisagem" tem início nesta sexta-feira,  
na Divisão de Artes Plásticas 

    "Pós-Paisagem" é a segunda etapa do Edital Arte Londrina, que inciou em 2012.   A abertura será nesta sexta-feira, 8, às 19h30 e contará com palestra de Robinson  Borba, Presidente Diretor do IPPUL (Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina), sobre  “O espaço da cidade sustentável e a criatividade”. 

    Dos 51 artistas selecionados pelo edital, 19 participarão desta etapa. Os curadores  Danillo Villa, chefe da Divisão de Artes Plásticas, e o diretor do Centro Cultural de São Paulo, Ricardo Resende, selecionaram artistas que aproximam dados de paisagens, com um olhar entre crítico e melancólico, projetando espaços virtuais e deixando evidentes dados da relação contemporânea do sujeito com a natureza. 

  A exposição será na Divisão de Artes plásticas, localizada na Av. Juscelino Kubitschek, 1973 e estará aberta de segunda à sexta, das 8h às 12h e das 14h às 18h,
encerrando-se dia 
19 de abril.


segunda-feira, 11 de junho de 2012

Exposição: NUNCA MAIS MINTA PRA MIM


CASA DE CULTURA-UEL E DIVISÃO DE ARTES PLÁSTICAS CONVIDAM PARA A EXPOSIÇÃO “NUNCA MAIS MINTA PRA MIM”


































A partir da frase/provocação: “Nunca mais minta pra mim”, os artistas Ana Carolina Luca, Cinthia Santana, Eduardo Sancinetti, Flávia Junqueira, Mariana Bueno, Peterson Dias e Rodrigo Moreno desenvolveram ou selecionaram trabalhos em sua produção, atentando para a ideia de drama e falência que a frase implica. 

Vemos a pureza e a beleza se tornarem incomodas pelo pressentimento de que estão contaminadas e a nos perguntar de que se alimentam nossos fantasmas. Com fotos e desenhos de dimensões variadas, a exposição se articula como uma amostragem de como se tornam há um só tempo, próximos e complexos, os afetos quando investigados pela ótica dos artistas. 

O drama inerente à frase é, também, saída a falência aparente e os afetos como instância legítima num mundo onde o racionalismo nega ou ao menos atrapalha a instalação de estados poéticos. O falso pode ser a via do sentir. (Equipe DAP – Divisão de Artes Plásticas da Casa de Cultura da UEL) 

Danillo Villa – Curador

Informações e agendamentos: (43) 3322-6844

Endereço: Avenida Juscelino Kubitschek, 1973

Fone: 3322-6844

BLOG da Divisão de Artes Plásticas: http://dapcasabranca.blogspot.com.br/


segunda-feira, 7 de maio de 2012

ARTE LONDRINA


Com intuito de promover a produção de arte na cidade, a Divisão de Artes Plásticas da Casa de Cultura da Universidade Estadual de Londrina abre as inscrições para o 
"ARTE LONDRINA"


Para participar os interessados deverão inscrever-se nas categorias a seguir: Desenho, Pintura, Gravura, Escultura, Objeto, Fotografia, Instalação e Vídeo. A inscrição, que é gratuita, poderá ser feita pessoalmente na Divisão de Artes Plásticas, ou por meio de correspondência entre os dias 29 de abril e 15 de agosto de 2012 (sendo considerada a data de postagem). 

As obras selecionadas terão de ser enviadas entre os dias 20 de agosto e 11 de outubro de 2012 e, para postagem nos correios, o endereçamento deverá ser feito à Divisão de Artes Plásticas - Casa de Cultura - UEL, Avenida JK, 1973, CEP: 86020-000, Londrina - Paraná, onde também serão feitas as exposições. 

A abertura da mostra será dia 25 de outubro de 2012 às 19:30h e a visitação se estende de segunda à sexta, das 08:00 às 12:00 e das 14:00 às 18:00.

O regulamento e a ficha de inscrição poderão ser encontrados no Blog da Divisão de Artes Plásticas  http://dapcasabranca.blogspot.com.br/

Para informações gerais contactar, em horário comercial, o telefone (43) 3322 - 6844.


quinta-feira, 12 de abril de 2012

Exposição Artes Plásticas

A Divisão de Artes Plásticas da Casa de Cultura da UEL abre a exposição "Saia e fique à vontade" com o artista Alex Hornest e com artistas urbanos de Londrina, amanhã, dia 13 de abril, às 19h30. A exposição segue até o dia 1 de junho. Os horários para visitas são de segunda a sexta das 8h às 12h e das 14h às 18h. Informações pelo telefone: 3322-6844.


quarta-feira, 7 de março de 2012

Exposição "Achados e Perdidos"


A exposição "Achados e Perdidos" que será aberta amanhã, dia 8, às 19h30 na Divisão de Artes Plásticas da Casa de Cultura da UEL traz os trabahos de 4 artistas de Florianópolis, Maíra Dietrich, Giorgio Filomeno, Augusto Benetti e Bil Lühmann. Na abertura haverá também uma palestra com Bil sobre seu processo de trabalho.

Aquele olhar delicado e apurado que só os artistas têm fez com que Bil, em 2009, percebesse um botão de roupa caido no meio da rua. Um tempo depois encontrou outro. O objeto então despertou seu interesse e fez com que ele começasse a colecionar apenas os que encontra na rua ou "os que meus amigos encontram também na rua e me dão, não aceito os que não foram perdidos". Cada botão apresenta uma característica: um brilhoso, relusente, outro com seis furos; um com a linha ainda enroscada, outro partido ao meio.

Mas as coleções não param por ai. Bil mostra uma parede cheia de bilhetes. "Alguns que os amigos me dão, outros que eu pego sem pedir licença". Existem também as colas do tempo do colégio e o Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) da faculdade que estará a disposição, assim como os dos outros artistas. Além das coleções o trabalho dele engloba uma publicação que se chama "Tudo começa com C" e dois vídeos, em um ele explora o desaparecimento da imagem (o artista pinta seu próprio corpo com tinta preta até sumir) e em outro o movimento de inalar fumaça disperça (por meio da inversão da linha temporal do vídeo).

 Bil Lühmann e seus bilhetes


Outro expositor é Giorgio Filomeno. A primeira coisa a chamar a atenção no trabalho dele é seu TCC. Giorgio explica que teve dificuldade em achar um tema, um recorte para tratar em seu trabalho já que sua área de interesse era muito grande e englobava muitas possibilidades. Resolveu então criar esquemas e projetos para que pudesse elaborar um suporte que guardaria não somente a tese defendida como todas as suas pesquisas. Os projetos foram se multiplicando e nenhum conseguiu ganhar forma física. O que nos é apresentado é um enorme mapa com as principais áreas de interesse do artista e os trabalhos que surgiram a partir delas.

Um desses trabalhos se desmembra em uma sequencia de fotos da mão esquerda de Giorgio apoiada nas mais diversas texturas. Eles explica que gosta de sequencias e da sensação de continuidade em seu trabalho. Em outro, é possível ver o retrato do artista multiplicado em vários. Aquela necessidade que temos hoje de nos desdobrarmos em outros e também a possibilidade de mostrar o quanto somos muitos em um só. O artista me aponta uma das fotos e diz "alguns desses aqui não velem nada". São vários "vocês", mas também podem ser um "você" desmembrado em vários.

Se por um lado o trabalho de Giorgio é centralizado nele mesmo, por outro existe uma obsessão do artista por formigas e tudo que elas representam. "Elas existiam muito antes dos dinossauros e fazim a mesma coisa que fazem até hoje". A comunhão e a servidão dos pequenos animais o encantam. "São organizadas e têm muito a ensinar ao homem que só pensa em si, que é egoísta." As formigas de Giorgio se espalham por espaços públicos e já causaram episódios inusitados com pessoas que tentam "cutucá-las" por acharem que são de verdade. 

 Formigas de Giorgio Filomeno


Ainda serão expostos os trabalhos de Maíra Dietrich, que se concentra em formas geométricas, como os apanhados de emplastos que se sobrepõe e formam um quadro que exala um leve aroma de canfora, e os de Augusto Benetti que foca seu trabalho na repetição de figuras com traços marcados e tem um interessante "manual de medicina" cheio de histórias bizarras. 

Paralela à exposição, a artista Juliana Barone ocupa o banheiro destivado da Divisão no projeto do WC Arte. 

A exposição fica aberta até o dia 5 de abril. Para visitas monitoradas agendar pelo telefone: 3322-6844.


Fotos de Aline Luz

terça-feira, 6 de março de 2012

Exposição na DAP


A Divisão de Artes Plásticas (DAP) da Casa de Cultura da UEL abre seu calendário de atividades em 2012 com a exposição "Achados e Perdidos" que traz os artistas de Florianópolis Maíra Dietrich, Giorgio Filomeno, Augusto Benetti e Bil Lühmann. A abertura será dia 8, quinta-feira, às 19h30, e contará com uma palestra de Bil Lühmann que irá explicar seu processo de trabalho.


Paralelamente à exposição dos quatro artistas, a DAP abre também o calendário do WC Arte que é um banheiro desativado que foi transformado em mais um espaço para exposições. A primeira exposição do WC Arte neste ano será da artista plástica selecionada Juliana Barone. Ela tem abertura no mesmo dia e horário da "Achados e Perdidos".





segunda-feira, 5 de março de 2012

Mini-Cursos na DAP

A Divisão de Artes Plásticas (DAP) da Casa de Cultura da UEL abre seu calendário de atividades em 2012 com mini-cursos nos dias 5, 6 e 7 dessa semana. Foram convidados os professores: Prof. Dr. Fernando Strático do Dpto de Artes Cênicas, o Prof. Dr. Claudio Garcia do Dpto de Arte Visual e o Prof. Dr. José Fernandes Weber do Dpto de Filosofia. Cada um fará uma palestra em uma tarde, das 14h às 18h.

Mais informações no cartaz:


terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Diário: Divisão de Artes Plásticas


Ter uma experiência nova. Essa era a proposta quando fui passar a tarde na Divisão de Artes Plásticas (DaP) da Casa de Cultura da UEL observando a montagem da nova exposição. Uma experiência nova como pessoa e como estudante de jornalismo. 

A atmosfera que envolve a casa branca da DaP é quase que onírica. Sua arquitetura leve, suas salas amplas, suas (poucas) portas sempre abertas. O convite era para que eu me apropriasse do espaço sem medo. No começo fiquei sem jeito, não entendia a proposta. "Vocês querem que eu escreva sobre a casa, sobre a exposição? De um jeito livre? Minhas impressões? Elas importam?"

Fui conversar com Danillo Villa, o chefe da divisão. Danillo explicou que seu maior desejo é que todos se sintam como parte daquele espaço. A arte é um bem público. As portas estão sempre abertas e muitos passam pela rua distraídos e distraídos seguem seu caminho sem perceber que caminhos novos podem ampliar horizontes e nos levar para lugares lindos. 

Hoje a DaP se dedica a inúmeros projetos. A casa é aberta para exposições de artistas locais e nacionais. O projeto "mediações" destina-se a ampliar a participação dos visitantes nas exposições. Monitores propõem trabalhos e atividades a serem feitas a partir das impressões ou sensações que as obras expostas transmitem. O visitante não é apenas observador mas, também, produtor de arte. No projeto "mediações" o principal público alvo são crianças, que são educadas para a arte de um jeito diferente ali. 

Ainda existe um banheiro, um espaço que serve de instalação para artistas exporem seus trabalhos em mostras paralelas. A Dap sempre se preocupa em trazer personalidades para palestras produzindo discussões sobre o que se faz em termos de arte contemporânea no Brasil. Projetos não faltam. A casa branca é cheia de vida, não para nunca.

No dia da minha visita, 30 de novembro, alunos do último ano do curso de Arte Visual da UEL organizavam suas obras, frutos de trabalhos que foram desenvolvidos ao longo do curso, para a exposição. Junto com eles, artistas do Ateliê Permanente (mais um projeto desenvolvido lá e que consiste em um núcleo de atividades desenvolvidas durante todo o ano por um grupo de artistas sob a supervisão de Danillo Villa). Todos falam baixo e o sossego predomina na tarde quente. O sol rasga a vitrine do saguão superior e pinta de amarelo o ambiente em que a cor branca das paredes é predominante. Danillo me explica o conceito de cada trabalho de maneira resumida. 

Após o primeiro passeio, volto a olhar cada obra. Sento-me em frente às paredes. Primeiro vários quadros pequenos com árvores desenhadas me chamam a atenção. Primeiras impressões enganam e os galhos das árvores nada mais são do que contornos de mãos que hora nos chamam para dentro da paisagem, hora se unem em oração. No quadrinho ao lado, os galhos formam uma onça que me observa enquanto eu a observo. Lembro-me de quando era criança e via gatinhos, aviões, maçãs, dragões e tantas outras formas nas nuvens do céu.

Ser artista é ser criança e, portanto, é ser sábio. É ver o mundo por perspectivas singulares. É descobrir janelas e enxergar novas paisagens através delas. Uma das obras expostas são textos e conversas que o artista Higor Mejia desenvolveu com o tema "janelas". Em conversas no facebook, ou msn, ele perguntava para seus colegas como era a janela do quarto deles, as respostas viraram arte. 

Ele me fez pensar no que uma janela representa para mim. Acho que é um objeto dúbio, misterioso. É o que nos divide de onde estamos e de onde poderíamos estar. Ela une e separa ao mesmo tempo. Ela pode ser uma metáfora, pode ser uma aba em uma rede social ou pode ser apenas um amontoado de madeira e ferro e vidro. Uma ponte que rasga o limite entre o externo e o interno, entre o que é alma e o que é corpo. Janelas deixam passar aquilo que não se pode ver. O vento, a luz do sol e toda a sua energia. Algumas estão sempre fechadas, outras muito abertas, como as pessoas. Deixo as janelas por um tempo. Admiro as outras obras, algumas me comovem mais outras, menos, tudo de forma subjetiva já que sou leiga no assunto. 

Saio da divisão leve. É muito bom passar um tempo ali. Dividir conhecimento, ter experiências novas, refletir sobre novas perspectivas ou simplesmente descansar a cabeça do tédio e da dureza que é o dia-a-dia. Fica o convite para que todos façam o mesmo. A casa branca da Divisão de Artes Plásticas está sempre aberta para receber a todos. Pode ter certeza que para todos que trabalham ali, você é parte importante de todo o processo!  


O que está acontecendo no momento na divisão de Artes Plásticas:

Exposição dos Formandos e Ateliê Permanente
De dezembro a março de 2012
Segunda a Sexta, das 8h às 12h/ das 14h às 18h

Informações: 3322-6844


sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Ateliê Permanente 2012

A Divisão de Artes Plásticas da UEL está com inscrições abertas para a 2º edição do Ateliê Permanente. No projeto, artistas irão desenvolver processos criativos relativos a arte contemporânea com supervisão de Danillo Villa, chefe da divisão. Os artistas interessados em participar deverão se inscrever até dia 15 de fevereiro de 2012. A divulgação dos selecionados será dia 24 de fevereiro. Para se inscrever o candidato deve enviar uma carta de intenção (com descrição do projeto que pretende desenvolver e fotos de trabalhos anteriores) com identificação e contatos para o endereço: Av. Juscelino kubstcheck, 1973, Vila Ipiranga, Londrina, PR, CEP 86020 001. Informações pelo telefone 3322-6844. 




quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Exposição - Artes Plásticas

A divisão de Artes Plásticas da Casa de Cultura da UEL convida a todos para a exposição dos Formandos de 2011 do curso de Arte Visual da UEL e do projeto Ateliê Permanente. A abertura será dia, hoje, dia 1 de dezembro, às 19h30, e contará com uma palestra da artista plástica Raquel Stolf.


segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Exposição de Reynaldo Candia




Uma palestra dará início às atividades na próxima quinta-feira, dia 10, às 19h30. As visitas estarão abertas de segunda a sexta até dia 24/11, em horário comercial. 

Reynaldo Candia:


Começou a se interessar por fotografias e colagens ainda na infância. Reynaldo transfoma recortes de fotografias e livros em peças de arte com uma nova significação. Seu interesse está na intenção ou história do fragmento recortado que carrega consigo um processo que não foi criado pelo artista, mas do qual ele se apropria para criar uma interpretação nova. "Guardo comigo as fotos que vou comprando e que também vou tirando, não é um álbum, mas sim, uma fonte, uma caixa de sugestões."  



segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Ocupação do banheiro da Divisão de Artes Plásticas

A Divisão de Artes Plásticas convida artistas a participarem do edital para a ocupação do banheiro da Divisão. Os interessados deverão enviar projetos realizados a partir das fotos e  plantas do espaço para a Divisão de Artes Plásticas, av. JK, 1973. Londrina, PR. CEP: 86020-001. Informações pelo telefone: 3322-6844. Segue os detalhes do projeto:



segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Exposição IN CORPÓREO na Divisão de Artes Plásticas


A Divisão de Artes Plásticas da Casa de Cultura UEL convida a todos para uma visita à  exposição IN CORPÓREO. De segunda a sexta, das 8h às 12h e das 14h às 16h.


A exposição conta com a participação da artista convidada Margarida Holler, do Ateliê Fidalga (SP, capital) e dos alunos: Adolfo Emanuel, Carolina Panchoni, Carolina Sanches, Cláudia Flora, Emanuel Monteiro, Iuri Souza, Marcia Gehring e Mariana Franzim.


No dia 28 de outubro, sexta-feira, às 19h30, haverá uma mesa redonda com apresentações de trabalhos teóricos dos alunos Camila Carnelós, Lucas Martinucci e Vanessa Deister. A curadoria é de Margarida Holler, Vanessa Tavares, Marcos Aulicino  e Luli Hata; expografia de Elke Coelho. 
Incorpóreo

"A exposição na casa de Cultura de Londrina contempla a seleção de trabalhos do projeto Corpo Arte: Reflexão e Poética, projeto de pesquisa do Departamento de Artes Visuais da UEL que teve início no segundo semestre de 2009 e desde então, conta com a produção de pesquisas tanto em arte quanto sobre arte, ou seja, com dois focos de preocupação, uma de natureza teórica e outra da prática da criação artística. Teoricamente, a busca é por analisar a obra de artistas que têm o corpo como foco, investigando as motivações individuais e como elas se relacionam com as questões contemporâneas da arte e da cultura. Na poética, busca-se acompanhar e orientar trabalhos de pesquisa em artes plásticas que tenham como preocupação a significação e ressignificação do corpo na cultura contemporânea.

A exposição conta também com a participação da artista convidada Margarida Holler, do Ateliê Fidalga (SP, capital) que também contribuiu na curadoria e na elaboração das oficinas que serão oferecidas ao longo do período de exposição.

Margarida reflete sobre seu próprio trabalho e sua relação com a corporeidade:
'O interesse pela evolução dos materiais é ponto de referência que permeia o campo de experimentação nos estudos que desenvolvo. Paralelamente investigo imagens do corpo humano em livros de anatomia e nas configurações vistas em códigos de representações médicas, tais como tomografias (tomo do grego tomos = pedaço e grafia = escrita das camadas do corpo). Os processos de construção destas imagens, leitura e interpretação, propõem pontos de reflexão de como a superfície do desenho é construída nas imagens médicas. Esta formulação teórica desdobra-se em matéria prima para o desenvolvimento do trabalho que no momento estou colocando em prática.'"

Marcos Aulicino

Em paralelo:


Thaís Rodrigues Birelo - "YKING"
Pinturas/Desenhos
W.C. Arte - Ocupação do banheiro




Divisão de Artes Plásticas:
3322-6844